Arquivo de fevereiro, 2015

27.02.2014

Do portal BRASIL247, 26.02.15

******

Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/171388/Fam%C3%ADlia-de-Lula-vai-%C3%A0-pol%C3%ADcia-contra-crime-de-Veja.htm

27.02.2015

Do portal do JORNAL GGN,24.02.15

 Por LUIS NASSIF ON LINE

Quando ganhei o Prêmio Esso de 1987, fui à premiação no Rio de Janeiro. Fiquei na mesa principal ao lado do presidente da Esso do Brasil. Na mesa, estava um representante, se não me engano, da Casa da Moeda. Reconheci o Almirante Henrique Miranda. Foi um dos grandes nomes pouco conhecidos da campanha do Petróleo é Nosso. Brinquei com o presidente da Esso: “Aquele ali é um dos culpados de termos criado uma concorrente para a Esso”.

Conheci Henrique MIranda no Rio de Janeiro em 1977, em uma reportagem que propus à revista Veja sobre os 25 anos da Petrobras. A campanha era um eco distante na memória dos mais velhos e praticamente desconhecida para minha geração. O regime militar escondia qualquer forma de manifestação popular, da Abolição à campanha do Petróleo é Nosso.

Soube da campanha graças ao meu amigo Negão Almeida, na época vendedor de livros.

Almeida conhecia um delegado do DOPS, pai de um colega de seu filho. E o delegado providenciava os livros “subversivos” apreendidos para que o negão pudesse revender. Foi assim que conheci os escritos de Gondim da Fonseca, o maior texto jornalístico que até então tinha lido. E soube de Mattos Pimenta, do Jornal de Debates.

Passei cinco dias inesquecíveis no Rio, entrevistando os sobreviventes do movimento. Não consegui encontrar Gondim. Depois, soube que morrera naquele ano, provavelmente em Petrópolis.

Mas conheci Henrique Miranda e sua esposa Alice Tibiriçá Miranda, neta de um ex-governador de São Paulo e filha de uma ativista social, dona Maria Tibiriçá, que comandava as marchas contra a carestia alguns anos antes.

Não fiquei nisso. Em sua casa em Laranjeiras, encontrei Mário Bittencourt Sampaio, o criador do DASP (Departamento de Administração do Serviço Público), o técnico que levou o grande Fernando Luiz Lobo Carneiro para uma conversar com o engenheiro e deputado Maurício Joppert, engenheiro emérito ligado à UDN. Dessa conversa nasceu a convicção de que a Petrobras necessitava nascer integrada, controlando a prospecção, o refino e a distribuição, caso contrário será sufocada pelas Sete Irmãs.

Foi a partir daí que o udenista Bilac Pinto, amigo da família, foi convencido a ampliar o projeto de criação da Petrobras, incluindo nele o monopólio estatal. Outro amigo da família, o marechal Juarez Távora, ferrenho adversário do monopólio, foi derrotado.

Na conversa, Bittencourt Sampaio me presenteou com um livrinho sobre o governo Dutra, para desmentir a história de que havia acabado com as reservas cambiais brasileiras acumuladas na Segunda Guerra. Pelo menos parte das reservas foi utilizada para importar as primeiras refinarias brasileiras, me disse ele. Depois, tornou-se sócio do legendário Daniel Ludwig em uma empresa naval de transporte de produtos químicos.

O último suspiro de Mattos Pimenta

No último andar de um dos espigões de Copacabana, um hotel, encontrei Mattos Pimenta, do Jornal de Debates, vivendo seus últimos momentos. Mudara-se para lá com um motorista incumbido de acompanhá-lo em seus últimos momentos. Apesar de esquerdista, mantinha uma coluna no Globo, graças às afinidades imobiliárias com Roberto Marinho. Mattos tinha uma empresa de avaliação de imóveis, a Bolsa de Imóveis; Roberto Marinho sempre foi um investidor imobiliário compulsivo.

Velho, velhíssimo, como se tivesse a idade dos tempos, estava estirado na cama de casal do apartamento. Levara para lá apenas roupas e a coleção do Jornal de Debates. Cada episódio que eu perguntava, ele sabia de cor o volume e a página.

De repente, desandou a falar sobre a morte de Ferdinando da Áustria, a imprudência da Primeira Guerra. O motorista correu para pegá-lo e levá-lo a uma banheira. Com um pouco de descanso, voltou a 1977.

Conheci também Joel Silveira, o grande repórter co-autor do clássico “Tudo o que você queria saber sobre petróleo”. Presenteou-me com o livrinho, que jamais devolvi. Na época, foi o carro-chefe da grande campanha pelo petróleo.

O mergulho na campanha do Petróleo jamais saiu de minha memória afetiva. E dali em diante os personagens daquela história me acompanharam para sempre.

A primeira Página Amarela que emplaquei na Veja foi com Rômulo de Almeida. Mais tarde, no Jornal da Tarde, consegui uma reportagem com o correspondente dos Estados Unidos com Walter Link, o indigitado Mr. Link, execrado pelos nacionalistas, mas que salvou a Petrobras da aventura amazônica, além de ter criado as bases do departamento geológico.

Meus escritos posteriores me valeram um bilhete carinhoso de Fernando Luiz Lobo Carneiro, um dos heróis anônimos da campanha e que, na época de minha ida ao Rio, estava fora do país.

Não era apenas a esquerda de Rômulo, a direita de Bilac. Mais tarde, convivendo com Walther Moreira Salles, soube do papel dos empresários da época.

A conversa surgiu no dia em que o economista Paulo Guedes sugeriu que a grande desgraça do Brasil foi a Petrobras não ter nascido de capitais privados. Perguntei ao embaixador o que ele achava. Ele sorriu: “Que bobagem! Não havia capital privado suficiente na época”.

E contou como foi pensada a capitalização da Petrobras. Em uma noite, na sala de Wolff Klabin em Teresópolis, reuniram-se alguns empresários e o geólogo Glycon de Paiva – alvo preferencial das verrinas de Gondin da Fonseca, depois que descobriu que o nome Glycon não podia se pronunciar Gláicon, porque era uma apócope de Glycerides alguma coisa, a mãe, com o CON do pai. Glycon era parente dos Paiva de Poços e foi um de meus entrevistas de 1977.

Coube a Glycon montar a engenharia financeira, que consistia em vender lotes de ações às prefeituras.

Construindo o futuro

Mais tarde, a importância da Petrobras transcendeu o petróleo. Na grande crise cambial do início dos 80, a empresa montou um trabalho de certificação dos fabricantes nacionais, uma política de substituição de importações que foi uma das grandes revoluções industriais da história, embora pouquíssimo analisada.

Seus investimentos em tecnologia, o trabalho do CENPES, as redes de pesquisa montadas com as universidades, os projetos de capacitação de pequenos fornecedores, tudo isso consolidou a convicção de que as chamadas externalidades positivas da empresa eram ainda mais relevantes que seu objetivo central: extrair petróleo.

Em sua existência, a empresa conseguiu consolidar uma competência internacional em águas profundas, o único setor em que o país brilha, além do aeronáutico. Consolidou uma política industrial que permitiu avanços enormes à indústria de máquinas e equipamentos. Nos últimos anos, permitiu o renascimento da indústria naval.

Hoje à noite, no evento da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) estarão presentes a memória de Artur Bernardes, símbolo político maior da campanha, dos tarefeiros que organizaram o movimento, dos jornalistas, dos militares que emprestaram seu nome, dos sindicalistas, geólogos, fornecedores que, ao longo da história, ajudaram a transformar a empresa em um foco de futuro em um país que mal e mal dá conta do presente.

*****

Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-petroleo-e-nosso-uma-campanha-que-mudou-o-brasil

27.02.2015

Do Twitter.com, 18.02.15

Por 

Link permanente da imagem incorporada

******

Fonte:https://twitter.com/i/notifications

25.02.2015

Por Irineu Messias*

A Previdência Social por seu papel estratégicos na consolidação dos direitos sociais  através das políticas públicas de Seguridade Social, da qual a mesma faz parte ao lado da Saúde e Assistência Social.

Por isso o sistema de Previdência Social precisa a cada dia ser fortalecido para poder cumprir seu papel como  garantidor dos direitos dos segurados do INSS,através dos benefícios previstos na Legislação Previdenciária, em  especial na Lei 8213/91 e no Decreto 3048/99. Contudo, para que ela possa dar cabo desta missão é preciso aprimorá-la através do seu  fortalecimento por meios  dos espaços de participação social, representados por  três  de seus Conselhos,a saber:

a)Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS;

b)Conselho de Previdência Social (CPS);

c)Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS);

Os dois primeiros Conselhos, CNPS e CPS, são um pouco mais  conhecidos pela sociedade e bem mais por  todos aqueles que militam em  defesa da Previdência Social,apesar das queixas e  reclamos,  que estes deveriam ser mais democráticos e  mais deliberativos.

No entanto, o objetivo do presente texto é discorrer sobre  a importância do fortalecimento do Conselho de Recursos da Previdência Social(CRPS)  e de suas vinculadas, que são as Juntas de Recursos da Previdência Social(JRPS), que ao longo dos anos não tiveram  seu papel  reconhecidos e fortalecidos tanto pelo Governo Federal, quanto pela sociedade,  e muito  menos pelos trabalhadores brasileiros.

Mas o que é o Conselho de Recursos da Previdência Social e para que serve? No site do Ministério da Previdência Social(www.previdência.gov.br) ele é visto com um órgão colegiado, como os demais Conselhos,   e assim é  definido:

O Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS, é um órgão integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social – MPS, subordinado diretamente ao Ministro de Estado da Previdência Social, ao qual compete a prestação jurisdicional e o controle das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, nos processos de interesse dos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, em outras palavras, é o órgão responsável pela distribuição da justiça previdenciária no âmbito administrativo, tem sede em Brasília-DF e jurisdição em todo Território Nacional.

Pela definição do próprio MPS, nota-se a grande importância do CRPS não só para a própria Previdência Social, mas também para o próprio segurado do INSS, uma vez que, como se ver acima, atua na prestação jurisdicional, no controle das decisões do INSS no que diz respeito ao processos dos segurados, ou seja atua em prol do segurado,para garantir-lhe o direito,  caso este tenha sido negado pelo INSS. Ele é definido  também como uma instância de recurso administrativo sem que o segurado precise entrar com ações no Judiciário.

Isso nos leva a concluir que  o CRPS é uma instância de recurso contra  as decisões do INSS, fortalecendo  a Previdência quando   evita um  grande número de ações na Justiça Federal contra o INSS.

Devidamente  aparelhado, o CRPS  e suas vinculadas, as Juntas de Recursos,  já trazem grande benefício para o sistema previdenciário brasileiro, uma vez que nestes último dez anos o CRPS e as Juntas julgaram cerca de 4 milhões de processos!

 É por isso  que entidades como  CNTSS/CUT, ANASPS e mais recentemente a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI, presidida por José Calixto Ramos.  também declarou apoio à luta dos servidores por um CRPS e Juntas de Recursos  reestruturados para que  possa cumprir  seu importante papel de garantidor dos direitos do segurados  da Previdência.

Claro que, esta reestruturação, ou nas palavras do Ministro Gabas “reformulação”, deverá resolver o problema crônico da situação funcional e salarial dos servidores.Há muito tempo dois grupos de servidores convivem nestes  espaços recursais sem a devida atenção por parte do Governo Federal. Em sua maioria são servidores oriundos do INSS que vivem periodicamente sendo ameaçados de voltarem ao INSS;  somos contrário a isso, por   julgarmos que seria um desastre para o CRPS e Juntas, posto que constituem 80% de sua força de trabalho. Os servidores do MPS representam 20%.

Portanto não há como falar em fortalecimento destas instâncias recursais se este problema funcional não for definitivamente solucionado. E não apenas o problemas funcional, mas sobretudo a discrepância salarial existente entre os dois grupos de servidores. Em que pese estejam em carreiras distintas, com atribuições também distintas, no entanto, como estão em um mesmo ambiente de trabalho, desempenham as mesmas atividades. Não há porque receberem remuneração bastante desiguais.  Por isso que, a CNTSS\CUT vem empunhando uma bandeira de luta que visa corrigir estes problemas funcionais e salariais dos servidores  na perspectiva do fortalecimento do CRPS e Juntas.

No Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e Juntas de Recursos, que será realizado dias 26 e 27 de março, em Brasília.DF,   este tema “reestruturação”o e “situação funcional” dos servidores  sofrerão um aprofundamento no debate com o objetivo de uniformizar nossas estratégias para  fortalecer sim, essas instâncias recursais, mas que deverá concomitantemente resolver também a questão funcional e salarial dos servidores.

Este problema salarial poderá sim, ser  resolvido pelo Ministério da Previdência Social, se houver vontade política e muita organização e mobilização da categoria. Por que não permitir que os servidores do MPS, lotados no CRPS  e nas Juntas migrem todos para Carreira do Seguro Social? Qual a dificuldade? A nosso ver, nenhuma. Estão em carreiras diferentes, é verdade. Mas exercem a mesma atividade! Para isso bastaria que o MPS e o INSS, decidam reabrir um novo prazo de adesão à Carreira do Seguro Social( isto foi feito três ou quatro vezes), permitindo que os servidores do MPS, lotados no CRPS e  nas Juntas adiram à Carreira do INSS. O impacto financeiro é ínfimo, basta vontade política para fazê-lo. Não adianta  o MPS, simplesmente responder que é ilegal,com já  o fez;  quando se quer,  o que é ilegal , torna-se legal. Basta uma nova lei para alterar a “ilegalidade”.

Mas,  insisto, se não é isso, o que o MPS propõe? o que não se pode é permanecer do jeito que está. Queremos o fortalecimento dessas  instâncias recursais mas queremos também ser fortalecidos e valorizados como servidores de tão  importantes órgão da Previdência Social Brasileira. Nós merecemos.

*Irineu Messias, é dirigente do SINDSPREV.PE, ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade SocialCNTSS/CUT -,e  servidor da 3ª Junta de Recursos da Previdência Social em Recife, PE. email: messiasirineu@gmail.com

******

23.02.2015

Do portal do MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, 25.04.2012

ENTREVISTA MANOEL DANTAS previdencia-em-questao-n63

******

Fonte:www.previdencia.gov.br

23.02.2015

Do portal da UNIVERSIDADE PAULISTA “JÚLIO MESQUITA FILHO”

Por Carolina Silva Pedroso*

Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, Venezuela

Em uma época marcada pela instantaneidade de informações, diante da enorme profusão de dados propiciada pelas redes sociais, a notícia da prisão do prefeito de Caracas se insere: minutos antes de ser detido, Antonio Ledezma utilizou sua conta no Twitter para descrever a truculência com que foi levado de seu gabinete. Foi também nesta rede social que uma série de imagens de pessoas feridas nos protestos contra o governo de Nicolás Maduro, que em fevereiro de 2015 completaram um ano, foi divulgada, muito embora tenha se comprovado que a maioria delas fosse de outros países e situações. 

Em meio a tanto estardalhaço, fica difícil compreender a complexidade da realidade venezuelana. De 2014 para cá, a situação socio-econômica do país tem se deteriorado por conta da escassez de produtos básicos, da alta inflação e da sobrevalorização cambial. Em um contexto de extrema polarização política e agravamento da crise econômica, é difícil apontar mocinhos e vilões, já que as duas principais forças políticas são cúmplices e vítimas neste quadro. Por um lado, Maduro tem tido dificuldades em consolidar-se como liderança dentro e fora do chavismo, além de não conseguir dar respostas eficazes aos problemas imediatos: evasão de divisas, contrabando de gasolina, falta de produtos básicos de consumo, elevação dos preços, violência urbana, entre outros. Por outro, parte da oposição aposta na estratégia de desestabilização, através de boicotes econômicos, como a estocagem ilegal de produtos de primeira necessidade, e atos violentos visando a renúncia do presidente.

Do ponto de vista internacional, a queda do preço do barril de petróleo surge como mais um desafio a ser superado, uma vez que a renda estatal venezuelana está alicerçada nos ganhos obtidos com a exportação deste produto. Em abril de 2002, em um golpe de Estado orquestrado pelos canais privados de televisão, em conjunto com sindicatos patronais, alguns militares e o alto clero da Igreja Católica, com apoio dos Estados Unidos, Hugo Chávez foi retirado do poder.

A ruptura democrática foi saudada com entusiasmo pelos meios de comunicação que sistematicamente publicam notícias negativas sobre a Venezuela, assim como pela Casa Branca. O retorno do líder bolivariano ao palácio de Miraflores, no entanto, de seu em decorrência da grande mobilização popular que tal ato inconstitucional suscitou, fazendo com que os militares leais ao governo agissem para fazer cumprir a Carta Magna.

Diferentemente do contexto de treze anos atrás, Maduro não possui o mesmo apoio da população, sobretudo porque a base eleitoral do chavismo também tem sido castigada pelas dificuldades econômicas, embora o aparato estatal ainda esteja voltado para sua proteção social.

O resultado apertado das eleições presidenciais que disputou com Henrique Capriles e as movimentações de fevereiro de 2014 demonstram que a possibilidade de a oposição chegar ao poder – tanto pela via eleitoral como por um golpe – são cada vez mais palpáveis. Trabalhando com a segunda hipótese, investigações do Serviço de Inteligência Nacional (Sebin) indicaram que Antonio Ledezma estaria participando de um plano golpista, em que o assassinato de Leopoldo López serviria de estopim para o fim da revolução bolivariana.

Ledezma é um político de 60 anos, que esteve diretamente envolvido em uma das maiores ações de violência da história da Venezuela: o Caracazo. Em 1989, o anúncio do aumento do preço da gasolina, que teve impacto direto nas tarifas de transporte público, levou uma multidão às ruas para protestar contra o presidente Carlos Andrés Pérez. Ledezma, no mesmo mês dos protestos, foi nomeado governador do então Distrito Federal e, sob o seu comando, a polícia metropolitana assassinou milhares de pessoas. Durante sua gestão também ocorreram prisões sistemáticas de estudantes, desempregados, moradores de ruas e idosos que reivindicavam suas pensões. Portanto, não seria de todo estranho seu envolvimento em algum plano de ruptura da ordem democrática.

Ainda não foram divulgados maiores detalhes que possam confirmar a existência deste plano, porém com o histórico de desestabilização do chavismo, o atual presidente e sua cúpula carregam um trauma, cuja repetição querem evitar a todo custo. Aos olhos dos que desconhecem as ações da National Endowment for Democracy, agência estadunidense que financia grupos de oposição a governos considerados “pouco democráticos”, pode soar paranoica e autoritária a denúncia feita contra o prefeito de Caracas, que será interpelado judicialmente. Por isso, é preciso olhar no retrovisor da história para verificar que planos deste tipo ocorreram e ainda ocorrem na América Latina. Por sua vez, a radicalização adotada pelo governo de Maduro alimenta ainda mais o ímpeto golpista, fazendo com que haja uma escalada de tensões, o que na pior das hipóteses, aproxima o país de uma guerra civil.

Em suma, na Venezuela hoje estão em disputa dois projetos de sociedade antagônicos: o chavismo e o anti-chavismo. O primeiro conquistou avanços sociais inéditos e inaugurou um ciclo de democracia participativa no continente (fatores que explicam seus sucessivos êxitos eleitorais), mas que nos últimos três anos tem demonstrado não ser mais sustentável sem reformas mais profundas na estrutura produtiva, a fim de mitigar a dependência econômica do petróleo. O segundo está baseado na antítese do primeiro e ainda carece de um projeto que não soe às classes mais baixas como um retrocesso ou a perda de direitos e conquistas que ainda lhe são caros. Neste jogo de soma zero, a negociação tem sido preterida pelos dois lados em nome da defesa intransigente de um projeto. Quem viveu em tempos de Guerra Fria, em que não havia opções a não ser “amigo” ou “inimigo”, já sabe que o resultado não pode ser bom.

*Carolina Silva Pedroso é mestra e doutoranda em Relações Internacionais do Programa San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC-SP), especialista em Venezuela e pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da UNESP.

Este artigo foi publicado originalmente no Estadão Noite de 20 de fevereiro de 2015.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

********

Fonte:http://www.unesp.br/portal#!/noticia/16787/como-entender-o-que-acontece-na-venezuela-de-nicolas-maduro/

23.02.2015

Do portal BRASIL247

:

******

Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/170852/Diretor-da-Globo-defende-impeachment-de-Dilma.htm

20.02.2015

Do portal do MSN/ESTADÃO

Por Jon Herskovitz*

Eddie Ray Routh, de 27 anos, foi acusado de matar Kyle, cuja autobiografia se transformou no filme de sucesso "Sniper Americano". © Foto: Reuters Eddie Ray Routh, de 27 anos, foi acusado de matar Kyle, cuja autobiografia se transformou no filme de sucesso “Sniper Americano”.

Um psiquiatra disse a um tribunal do Texas, na quinta-feira, que o homem acusado de matar o agente das forças especiais da Marinha dos Estados Unidos Chris Kyle sofria de esquizofrenia paranóica e mostrou sinais de psicose que não poderiam ser fingidos, de acordo com relatos da mídia.

Eddie Ray Routh, de 27 anos, foi acusado de matar Kyle, cuja autobiografia se transformou no filme de sucesso “Sniper Americano”, e Chad Littlefield, amigo de Kyle, em um campo de tiro a cerca de 110 quilômetros de Fort Worth, em fevereiro de 2013.

Mitchell Dunn, psiquiatra forense que passou mais de seis horas entrevistando Routh e que foi chamado pela defesa, testemunhou que Routh acreditava que Kyle e Littlefield fossem matá-lo, relatou o jornal Dallas Morning direto da corte em Stephenville.

“Ele pensou que fosse morrer se não tomasse ações e matasse os dois primeiro”, disse Dunn, de acordo com o jornal.

Routh também acreditava que dois de seus colegas de trabalho eram canibais e iriam feri-lo, de acordo com Dunn.

Eddie Ray Routh, que serviu com os fuzileiros navais dos EUA no Iraque e Haiti, foi internado em hospitais de veteranos diversas vezes e diagnosticado como psicótico, disseram seus advogados à corte. A defesa busca conseguir que ele seja inocentado por insanidade.

Os promotores disseram que Routh sabia o que estava fazendo quando atirou varias vezes em Kyle e Littlefield, até matá-los, e fugiu do local na caminhonete de Kyle. Eles esperam conseguir a sentença de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade.

O julgamento trouxe mais atenção para Kyle, que é considerado um herói por muitos no Texas, seu Estado natal, e para o filme “Sniper Americano”, que foi indicado para seis prêmios da Academia, incluindo melhor filme.

A defesa encerrou sua apresentação na quinta-feira, sem chamar Routh para depor. É esperado que os promotores chamem testemunhas nesta sexta-feira.

*(Reportagem de Jon Herskovitz)

*******

Fonte:http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/homem-acusado-de-matar-o-sniper-americano-era-esquizofr%C3%AAnico-diz-psiquiatra/ar-BBhMKuq?ocid=mailsignoutmd

14.02.2015

Do portal BRASIL247

******

Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/170158/Veja-n%C3%A3o-esconde-seu-sonho-dourado-pegar-Lula.htm

10.02.2015

Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 06.02.15

Por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual

 
Em um interrogatório à Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef deixou escapar um depoimento que rechaça a tese de compra de votos. Resta saber se o Judiciário vai cometer novas injustiças
 
federal.jpg
Lava Jato expediu dezenas de mandatos de prisão, mas só secretário de Finanças do PT foi notícia: desvio do caminho
 
Entre os condenados na AP 470, o conhecido caso do mensalão, quem não tinha nenhuma prova contra si foi condenado por uma tese: a de que “teria havido” compra de votos no Congresso para votar com o governo.
No entanto, quanto mais se investigou essa tese, mais evidências foram encontradas de que não havia essa relação, já que os partidos apoiaram o governo à medida em que participaram dele com cargos nos vários escalões do poder.
Estudos das votações no Congresso mostraram derrotas ou vitórias do governo, descasadas dos pagamentos apontados e do dinheiro que circulou no caixa 2 do chamado valerioduto – o crime de caixa 2 foi realmente cometido e devidamente confessado, mas é bem diferente de compra de votos.
 
Mesmo assim, a maioria do STF condenou vários réus, a pretexto de um esquema de compra de votos, como se uma mentira repetida mil vezes no noticiário se tornasse verdade.
Pois não é que na Operação Lava Jato, quando menos se esperava, o doleiro Alberto Youssef deixou escapar um depoimento que rechaça a tese de compra de votos no mensalão?
 
O doleiro disse que o PP obstruiu por três meses em 2004 votações no Congresso, deixando o então presidente Lula “doido”. Tudo para obrigar a nomear Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras. Ressalte-se que não havia nada de ilícito em nomeá-lo naquela época. Costa era funcionário de carreira, tinha currículo para ocupar o cargo, sem nada sabido que pesasse contra ele até então.
Esse episódio é mais um a comprovar que o chamado mensalão foi caixa 2 de fato, como confessado pelos petistas, e não compra de votos no Congresso, pois a governabilidade se construía com participação dos partidos na estrutura de governo, como acontece no mundo todo, em qualquer democracia pluripartidária.
E agora quem vai corrigir a injustiça? Só as páginas da história, pois grande parte das penas já foi cumprida, inclusive com a ruína da vida dos condenados e danos maiores do que deveriam à imagem do Partido dos Trabalhadores.
Resta saber: o Judiciário vai repetir o erro e cometer novas injustiças?
A operação Lava Jato, mais uma vez, toma um rumo perigoso: em vez de concentrar-se nos fatos criminosos e priorizar o rastreamento do dinheiro sujo, começa a perseguir pessoas e buscar teses para criminalizar atos lícitos do partido político mais perseguido do Brasil.
Se o caminho do dinheiro de propinas, com provas, levasse a petistas, não haveria do que reclamar, mas não é isso que estamos vendo. O que vemos são os meses passarem e quanto mais se investiga o caminho do dinheiro, mais abre o leque de envolvidos, mas todos os ilícitos têm passado longe do PT.
Aí aparecem delações duvidosas, algumas orientadas por advogados de tucanos, algumas que até carecem de lógica, sem prova alguma nem ninguém que as confirme, tudo na base do “gogó”.
O ex-gerente da petroleira Pedro Barusco foi na mesma linha. Disse apenas que sabia existir uma suposta regra de pagar um percentual ao Partido dos Trabalhadores e divagou em meras deduções sobre terceiras pessoas e valores. Mas nega que tenha intermediado ou testemunhado pagamentos a petistas e afirma não saber como eram feitos.
Como curiosidade, o mesmo escritório de advocacia orientou os três ex-diretores que toparam a delação premiada para tentar diminuir suas próprias penas. Dessa forma, evitaram-se depoimentos contraditórios e “fogo amigo” de um depoente contra o outro. É uma clara desvantagem para o Ministério Público, pois é óbvio que poderia obter mais informações e captar contradições se ouvisse cada parte sem que elas soubessem o que outros envolvidos estavam dizendo.
A delação de Barusco, divulgada pela Justiça Federal do Paraná ontem (5), se deu nos dias 20 e 21 de novembro de 2014. Há mais de dois meses, portanto. 
Se os investigadores achassem a delação suficientemente forte para envolver o secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto, mandado de busca em sua casa e intimação para depor deveriam ter sido feitas antes e não apenas no dia 5 de fevereiro. Quando se observa que houve tempo mais do que suficiente para intimá-lo a prestar depoimento, torna-se menos compreensível ainda a tal condução coercitiva para depor. 
Mas há uma inconveniente coincidência com o calendário político: o fim do recesso parlamentar. A agenda da oposição desta semana foi instalar mais uma CPI da Petrobras, e o “espetáculo” da “condução coercitiva” do secretário de Finanças do PT no Jornal Nacional vem a calhar.
Que a oposição partidária e midiática faça isso, já era esperado. O que causa desconforto para lisura das investigações são as autoridades do Ministério Público, da Justiça Federal e da Polícia Federal, todas instituições que devem ser e devem parecer apartidárias, seguirem este calendário sob medida para interesses políticos dos partidos de oposição.
Detalhe: nestes dois meses, a força-tarefa de procuradores da República foi à Suíça seguir o caminho do dinheiro. Outras medidas investigativas no Brasil e no exterior devem ter sido tomadas, espera-se. Quanto mais investiga, mais a delação do boato de que haveria um percentual a título de propina para o PT vira lenda urbana, pois se encontrassem alguma coisa que não fosse blá-blá-blá contra petistas, com certeza o “espetáculo” nas manchetes seria bem mais sensacionalista do que uma mera condução coerciva e declarações duvidosas de delatores.
Como agravante, durante a delação, mesmo depois de dizer que não lidava e não tinha conhecimento de como se lidava com petistas, em pergunta induzida por um delegado da Polícia Federal, cujo nome não foi especificado no documento, Barusco disse que “pelo que ele recebeu, em torno de US$ 50 milhões, estima que o PT deveria ter recebido em torno de US$ 150 a US$ 200 milhões”. Traduzindo a resposta: ele não sabe de nenhum centavo, mas “chuta” este valor pelo que imagina. 
Óbvio que “imaginar”, “chutar” não é delação. Mas foi providencial politicamente para a oposição gerar manchetes deturpadas como se fosse de fato delação.
Melhor fariam procuradores e policiais federais se se licenciassem de seus cargos para ir assessorar gabinetes de deputados e senadores do PSDB e do DEM. 
Do contrário, deveriam priorizar rastrear o dinheiro sujo e os fatos criminosos para chegar à autoria, seja de quem for, com os devidos rigores que uma boa investigação exige. Perseguir primeiro pessoas para depois procurar uma tese para denunciá-las, com base em delações mequetrefes e apoio da mídia, não é fazer justiça, não é combater a impunidade, nem a verdadeira corrupção. É fazer, involuntariamente ou não, o jogo pelo poder nos bastidores do poder, passando ao largo dos princípios republicanos da impessoalidade e manipulando a opinião pública para não respeitar a vontade popular manifestada nas urnas.
****

%d blogueiros gostam disto: