Arquivo de dezembro, 2015

30.12.2015
Do blog ALDEIA GAULESA, 11.06.12 

Gradativamente estamos assistindo o fim de uma boa publicação na área de História no Brasil. A Revista de História da Biblioteca Nacional tem passado por uma profunda crise interna, que teve sua expressão pública no caso de censura e demissão de um jornalista (já comentado aqui no blog) que “ousou” publicar uma resenha do livro “A  Privataria Tucana” o que, evidentemente, atingia a “boa imagem” do PSDB, e portanto não foi aceito pelo “censor” da revista.

A posterior demissão do editor Luciano Figueiredo, também por motivos políticos, escancarou, de forma definitiva a crise que enfrenta a revista, sem uma perspectiva de solução, pelo contrário, temos agora a renúncia coletiva do Conselho editorial da revista (abaixo matéria publicada na Folha de SP).

É de se lamentar o fato de vermos o iminente fim de uma publicação na área de História, tão carente de publicações sérias e com um bom padrão de qualidade vendida em banca para o público em geral. Infelizmente, ao que tudo indica, a Revista de História encaminha-se para tornar-se uma boa lembrança de uma revista que não existirá mais.

Conselho editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional anuncia renúncia coletiva

Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado.

Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista.

As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente por retaliação política.Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo “por razões administrativas internas” não especificadas, sem consultar o conselho.

Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga “uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos”. Em outro, afirma que José Serra “é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da ‘Privataria Tucana'”.

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.

Leia a carta de renúncia na íntegra:

“Aos leitores, amigos e financiadores da Revista de História da Biblioteca Nacional,

Há algum tempo, o Conselho Editorial da RHBN está em conflito com a presidência da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). A Revista foi ideada pela Biblioteca, cujo presidente, à época de sua criação, nomeou o Conselho e o editor. À Sabin coube sempre a tarefa de administrar os recursos da Revista e de produzi-la. No entanto, seu presidente arrogou-se o direito de demitir e contratar o editor e de vetar nomes para o Conselho.

De administradora, a Sabin tornou-se a proprietária e controladora da Revista. O Conselho não aceita esta subordinação que lhe tira a autonomia necessária para dirigir uma Revista séria e de qualidade. Os esforços do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Dr. Galeno Amorim, no sentido de encontrar uma solução, resguardando ao mesmo tempo o papel da BN na escolha dos conselheiros e a prerrogativa do Conselho de escolher o editor, chocaram-se sistematicamente com a intransigência do presidente da Sabin.

Diante do impasse, e recusando abrir mão de sua independência, os membros do Conselho, abaixo assinados, decidiram por unanimidade entregar ao Dr. Galeno Amorim seu pedido de demissão.

É com pesar que nos vemos forçados a abandonar um projeto de que muito nos orgulhamos. Por sete anos, sem remuneração, em reuniões mensais com uma redação dedicada, levamos a mais de cem mil leitores a melhor revista de divulgação de História, dirigida por historiadores, jamais feita no Brasil e que nada fica a dever a suas congêneres no exterior.

Agradecemos o apoio recebido da presidência da Biblioteca Nacional, de leitores, amigos e financiadores, sobretudo do MEC, do Minc, da Petrobrás e do BNDES.

Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras

Caio César Boschi, professor titular da PUC-BH

João José Reis, professor titular da UFBA

José Murilo de Carvalho, professor emérito da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Letras

Laura de Melo e Souza, professora titular da USP

Lília Moritz Schwarcz, professora titular da USP

Luciano Figueiredo, professor associado da UFF

Marieta de Moraes Ferreira, professora titular da Fundação Getulio Vargas

Ricardo Benzaquen, professor assistente da PUC-RJ

Ronaldo Vainfas, professor titular da UFF”

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Fonte:

28.12.2015
Do portal BRASIL247
SAÚDE

 (photo: )

 Levantamento intitulado ‘Demografia Médica’, da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde; entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele

247 – Levantamento intitulado ‘Demografia Médica’, da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde. Nesta última década, os especialistas passaram a se concentrar em consultórios para atender clientes de planos de saúde.

Mas com a defasagem no valor das consultas, muitos médicos deixaram os convênios e optaram pelo atendimento puramente particular. “Os 75% dos médicos que ainda atendem planos também têm reservado cada vez menos espaço na agenda para pacientes conveniados, priorizando particulares”, diz o professor da USP Mario Scheffer, coordenador do estudo, em publicação do jornal Folha de São Paulo.

Entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o valor médio da consulta paga pelos convênios está em torno de R$ 60. As entidades médicas defendem um valor de R$ 130. Em consultórios particulares de São Paulo, os preços variam de R$ 200 a R$ 1.500.]

“Muitos pacientes preferem ficar com o médico que confia e pagar a consulta. O que onera são os exames, a internação, não é a consulta”, afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp

Levantamento intitulado ‘Demografia Médica’, da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde; entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele

247 – Levantamento intitulado ‘Demografia Médica’, da Faculdade de Medicina da USP, revela que um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceita nenhum plano de saúde. Nesta última década, os especialistas passaram a se concentrar em consultórios para atender clientes de planos de saúde.

Mas com a defasagem no valor das consultas, muitos médicos deixaram os convênios e optaram pelo atendimento puramente particular. “Os 75% dos médicos que ainda atendem planos também têm reservado cada vez menos espaço na agenda para pacientes conveniados, priorizando particulares”, diz o professor da USP Mario Scheffer, coordenador do estudo, em publicação do jornal Folha de São Paulo.

Entre os fatores que estão levando médicos a só atender pacientes particulares estão maior remuneração (a consulta chega a custar dez vezes mais do que a paga pelo plano), ausência de burocracia (como prazos para pagamento impostos pelos planos), um menor número de pacientes para atender e mais tempo para se dedicar a ele.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o valor médio da consulta paga pelos convênios está em torno de R$ 60. As entidades médicas defendem um valor de R$ 130. Em consultórios particulares de São Paulo, os preços variam de R$ 200 a R$ 1.500.]

“Muitos pacientes preferem ficar com o médico que confia e pagar a consulta. O que onera são os exames, a internação, não é a consulta”, afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/211152/M%C3%A9dicos-rejeitam-planos-de-sa%C3%BAde-nos-consult%C3%B3rios.htm

01.12.2015
Do portal BRASIL247, 26.11.15
Por LELÊ TELES

STF: carmen lucia stf

o que diriam os grandes frasistas Marquês de Maricá, Otto Lara Resende e o Barão de Itararé ao ouvirem os votos de alguns ministros do STF?

midiáticos, alguns de nossos togados oradores especializaram-se em arroubos, frases, citações, máximas, aforismos, tiradas e até chistes.

Gilmar Mendes, aquele que é a cara do caricatural deputado João Plenário, do satírico e sem graça programa A Praça é Nossa, é chegado a frases chistosas e insolentes.

“Não se decide sobre a aplicação dos direitos fundamentais consultando a opinião pública”, disse certa vez o nosso intrépido ministro, enquanto ajeitava o bico longo e acariciava as plumas coloridas que adereçam sua toga negra.

e disse mais, “não se dá independência ao juiz pra ele ficar consultando o sujeito da esquina”, afirmou, demofobicamente.

os jornalistas, sabendo-lhe viciado em ouvir a própria voz, lançam-lhe os microfones como quem atira ossos aos cães, e tome frase.

da última vez que o ouvi ele escolheu o Jornal Nacional para cunhar o termo cleptocracia e fixá-lo à imagem do governo Dilma.

Joaquim Barbosa, por onde andará o nosso batman?, chegou a competir com Mendes para ver quem aparecia mais na mídia e quem era melhor de frases.

ególatras, engalfinharam-se.

Barbosa foi ao paroxismo contra o colega torpedeando-lhe: “Vossa Excelência está destruindo a justiça desse país. (…) “Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”. (…) “Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar.”

durma com um barulho desses.

Barroso foi o ponto fora da curva, sereno e deboísta, restringiu-se a falar nos autos.

durante o julgamento do chamado mensalão, Rosa Weber notabilizou-se por essa frase esquisitíssima: “não tenho prova cabal para condenar ele (José Dirceu) mas, a literatura jurídica me permite”.

essa Luiz Fux mataria no peito.

pra mim isso se chama fuleiragem.

Fux é aquele que toca guitarra e tem a face rubra, carmim.

por falar em carmim, lembro-me da exangue Carmem.

esqueça Bizet e sua Carmem rubra e vivaz e corta para a fleumática ministra Carmem Lúcia.

essa também é chegada num fraseado.

certa vez, em uma palestra, Carmem lembrou Nelson Rodrigues e afirmou que os brasileiros devem “assumir a ousadia que os canalhas têm”.

escárnio? cinismo?

peraí que tem mais.

ao tomar posse, na vice-presidência do STF, a meiga Carmem contou uma anedota, um chiste que fizera ao responder a um colega trabalhista, “eu obedeci a Madre Superior, minha mãe, meu pai, namorado, professor, agora eu mando. Adoro mandar. Eu mandei, cumpra. Mulheres, depois que passa dos 50, a gente gosta mesmo é do sim senhora, não é do eu te amo. Se tiver o eu te amo junto, aí isso é um Deus. Sim senhora e eu te amo, aí é realização total.”

esperança?

frase vai, frase vem, e Eduardo Cunha segue livre, lépido e solto.

cinismo? escárnio.

palavra da salvação.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/leleteles/206925/Sobre-esperan%C3%A7a-cinismo-e-esc%C3%A1rnio.htm