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28.02.2020
Do blog JORNAL GGN

Ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro defende que o nazismo e o fascismo eram movimentos da esquerda política. Erro é confrontado por falas de Hitler

Jornal GGN – O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, protagonizou uma polêmica neste final de semana que repercutiu amplamente nas redes sociais, após defender que o nazismo e o fascismo eram movimentos da esquerda política. Além da crítica em massa de historiadores contra a declaração do ministro de Bolsonaro, também nas redes sociais trechos de falas do próprio nazista Adolf Hitler desmentem a defesa de Araújo.

Durante uma entrevista, o Itamaraty repetiu a sua defesa de que regimes totalitários como o fascismo e o nazismo eram “fenômenos de esquerda”. “É uma coisa que eu falo muito e é muito uma tendência da esquerda. Ela pega uma coisa boa, sequestra e perverte, transforma em uma coisa ruim. Acho que é mais ou menos o que aconteceu sempre com esses regimes totalitários”, havia introduzido.

“Por isso que eu digo também que… quer dizer, isso tem a ver com o que eu digo, que fascismo e nazismo são fenômenos de esquerda, não é?”, continuou na declaração polêmica.

A posição equivocada de Ernesto Araújo já havia sido manifestada em ocasiões anteriores, como em um artigo publicado em 2017, dizendo que na década de 1920, “o socialismo se dividiu em duas correntes, uma que permaneceu antinacionalista; e outra que, para chegar ao poder, na Itália e na Alemanha, sequestrou o nacionalismo, deturpou e escravizou o sentimento nacional genuíno para seus fins malévolos, gerando o fascismo e o nazismo”.

E na manhã do último sábado (30), ele voltou a publicar a manifestação em seu blog pessoal, compartilhando o texto “Pela aliança liberal-conservadora”, no “Metapolitica 17”, defendendo de novo que o nazismo e o fascismo eram movimentos da esquerda, e não da direita política.

“A esquerda fica apavorada cada vez que ressurge o debate sobre a possibilidade de classificar o nazismo como movimento de esquerda. Dá a impressão de que existe aí um perigoso segredo de família, cuidadosamente guardado”, disse o chanceler.

Além de historiadores e pesquisadores do Brasil e de todo o mundo criticarem o chanceler brasileiro pelo erro, um vídeo foi compartilhado nas redes sociais em que mostra declarações do próprio nazista Hitler dizendo ser contra o marxismo e que o Partido Nazista tinha esse objetivo de acabar com a esquerda.

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Fonte:https://jornalggn.com.br/historia/hitler-a-perseguicao-aos-marxistas-e-o-erro-de-ernesto-araujo/

18.06.2019
Do portal da Agência Carta Maior,17.06.19
Por Joaquim Palhares 
 
Desmascarada a ‘República de Curitiba’, a questão crucial agora é revigorar a democracia e repactuar um projeto de desenvolvimento soberano, em meio à desordem do mundo neoliberal
 
Tornou-se límpido como água de mina: a engrenagem posta em movimento em 2014 com o nome de Lava Jato, autodenominada ‘a maior investigação de corrupção da história, servia de biombo a uma farsa jurídica, cujos detalhes emergiram agora de forma devastadora nos diálogos de bastidores da operação revelados pelo Intercept. 
Gravações amplamente compartilhadas pela sociedade nesse momento soam como diálogos de um filme de Costa Gavras, o mestre do cinema político.
Um comando secreto, liderado por um juiz de província americanófilo e direitista, arquiteta a prisão do maior líder popular da história brasileira, que encabeça a corrida à presidência da República e precisa ser detido para não levar a esquerda ao poder pelo quinto mandato consecutivo.
Todos sabiam que era assim. Mas agora a hipocrisia e o cinismo perderam o chão das aparências.
Mais que um filme, a realidade política dos últimos cinco anos avulta aos borbotões para desmentir a narrativa dominante. Aliás, como sempre alertaram os críticos da República de Curitiba.
Entre eles perfila Carta Maior, que reunira num Especial (Dossiê) uma panorâmica das perdas e danos destes cinco anos e dos desafios que eles colocam ao resgate progressista da nação brasileira.
Não será uma empreitada para nostalgias ou ilusões.
Estamos diante de um dos mais fulminantes processos de desmonte econômico de um país com simultânea desidratação do seu sistema democrático o que, vale dizer, obstruiu os já frágeis canais de participação da vontade popular sobre os destinos da sociedade, destruindo o nosso bem mais precioso. A nossa soberania.
É uma reprise do que já aconteceu em Cuba, Chile, Irã, Nicarágua, Cuba, Afeganistão, Iraque, Síria, Iemen, Somália, Líbia, Níger e Venezuela, em todos os casos fortemente apoiados pela grande imprensa americana e seus parceiros nacionais. 
Durante um quinquênio, um moto-contínuo de sobressaltos cuidadosamente injetados na opinião pública com o denso lubrificante de um jornalismo cúmplice, colocou a democracia e a subjetividade nacional de joelhos.
A quinta maior demografia do planeta, oitava maior economia do mundo, detentora das maiores reservas de petróleo descobertas no planeta no século XXI, foi sacudida e fragilizada até a prostração.
Restou uma montanha desordenada de reputações em ruína. A ociosidade industrial alia-se ao desemprego alarmante. O empobrecimento que invadiu os lares da classe média trouxe de volta a fome às periferias. A fragilização do Estado alavanca um voraz processo de desemancipação social com a supressão de direitos e da autoestima, fechando o cerco da orfandade social e nacional.
A deriva deixa clara uma determinação de estripar todas as dimensões da soberania, sem a qual não há projeto de desenvolvimento, nem democracia que se sustentem.
Nos dentes da engrenagem expropriadora foram mastigados o PT e demais organizações progressistas.
Estatais e bancos públicos que dão escala econômica e estratégica às políticas de interesse nacional definham.
Grandes empresas que detém a expertise necessária aos projetos estruturantes de infraestrutura agonizam em desmanche criminoso. 
O país aguarda ansioso que o extraordinário trabalho jornalístico do Intercept revele os conteúdos dos acordos de leniência assinados por “ livre e espontânea pressão “ e produzidos ao arrepio da Lei e das devidas autorizações dos órgãos públicos do Estado brasileiro e sob forte coação prisional.
O posicionamento internacional do país amesquinhou-se num alinhamento servil aos ditames norte-americanos.
Uma afinada aliança entre a mídia, a escória, o judiciário e a plutocracia local e global liquidou o abrigo de identidade entre o povo e a nação e legitima a extinção dos laços e obrigações da nação em relação ao seu povo, sobretudo os mais humildes.
O país todo foi ardilosamente colocado sob a regência de um único poder ordenador: o mercado, sobretudo o seu braço financeiro internacionalizado.
O governo age como uma tropa de ocupação orientada à predação e ao saque do próprio povo. 
O barco convulsionado flerta com o naufrágio sob a batuta de um comodoro desequilibrado, adestrado em tuitar tagarelices e insultos, mas incapaz de liderar e construir.
Sua missão é outra.
Bolsonaro foi escolhido pela desastrosa aptidão para rebaixar, agredir, destruir, desarticular e promover a desordem que torna um povo órfão e a nação desossada.
Tombam um a um todos os contrapontos institucionais, sociais e econômicos erguidos secularmente como limite à ganância omnívora da elite que produziu uma das sociedades mais desiguais do planeta, aqui, 28% da riqueza está nas mãos do 1% dos endinheirados, contra média mundial de 22%, lembra Thomas Piketty. 
O alvo zero da gula atual é a nossa soberania, sem bombas, sem tropas adotam o modelito da Guerra Híbrida, contra as nações e o Lawfare contra personalidades.
Lula e a Carta Cidadã de 1988 são os grandes obstáculos. A nossa constituição nunca foi aceita pelas elites, promulgada em 5 outubro de 1988, desde logo foi atacada, principalmente durante os oito anos de governo FHC.
A vitórias de Lula e do PT, em 2002, 2006, 2010 e 2014 jamais foi aceita pelo conservadorismo e pelo grande capital nacional e internacional.
 A Constituinte que encerrou a ditadura jamais foi digerida pelos conservadores por ter nascido a contrapelo da ascensão neoliberal no mundo, graças à força acumulada pelas ruas na luta por democracia .
Destruí-la dá sentido funcional à aberração elevada ao poder em 2018.
Lembremo-nos, ‘desconstitucionalizar’ a economia era a pedra angular também do programa presidencial do tucano Geraldo Alkmin, cujo ‘posto Ipiranga’ chamava-se Pérsio Arida.
Depois das quatro tentativas fracassadas do PSDB de completar o serviço iniciado por Fernando Henrique Cardoso, e na iminência de um novo revés nas urnas de 2018, decidiu-se convocar as estrebarias.
Os diálogos agora revelados pelo Intercept mostram a ação coordenada das cocheiras nesse mata-leão no pescoço da história.
A ressignificação constrangedora da palavra Brasil no ambiente internacional, resulta da ecumênica percepção, agora documentada, de uma regressão a galope minuciosamente planejada e imposta a uma sociedade aturdida e manipulada por quem deveria informa-la e esclarece-la com isenção.
Antes de ser a profilaxia ética avocada por torquemadas, descortina-se assim de forma cristalina a ação de um “condomínio “ criminoso e demolidor, formado pela aliança da mídia com a escória, o dinheiro, o sistema jurídico, setores militares e o Departamento de Estado norte-americano.
É isso que mostram os diálogos prontos para o filme do Costa Gravas revelados agora pelo Itercept.
Não há espaço para a ingenuidade.
Nada disso se faria sem a cobertura da espionagem, o respaldo militar e econômico do grande interesse norte-americano em subjugar a maior economia ocidental em luta pelo desenvolvimento, fortalecida pela descoberta das gigantescas reservas do pre-sal e do horizonte de soberania econômica e tecnológica que elas propiciam.
O intento do saque devastador requer ilegalidade e violência.
A Lava Jato agiu cirurgicamente como um pistoleiro de aluguel.
Desencadeou a emboscada no lusco-fusco das fragilidades quando um ciclo do desenvolvimento havia se esgotado e outro teria que ser repactuado.
Entre as escolhas disponíveis a supremacia do mercado sobre os interesses sociais e nacionais dificilmente teria a preferência das urnas.
Como não a teve desde 2002.
E as pesquisas indicavam não teria também em 2018.
É forçoso reconhecer, porém, o condomínio golpista foi bem sucedido, pelo menos até aqui.
O desmonte da nação pode ser documentado em múltiplas frentes, erguendo uma muralha de entulho que secciona as linhas de passagem entre o presente insuportável e a reinvenção do futuro brasileiro.
O conjunto coloca obstáculos estruturais novos às forças democráticas e progressistas determinadas a resgatar a soberania da nação e repactuar o seu desenvolvimento.
A nostalgia do ciclo anterior não serve de resposta às novas cobranças da história.
O mundo vigente entre 2002 e 2014 não existe mais.
A geopolítica foi alterada; a globalização está em xeque; a agenda conservadora é uma força afluente destrutiva e violenta.
Tentar repetir o ciclo exitoso anterior, nos mesmos moldes, apenas reafirmará o seu esgotamento em um novo colapso antecipado, possivelmente arrematado por um golpe ainda mais violento.
A determinação profunda desse acirramento dos conflitos não pode ser subestimada.
A humanidade toda sofre os abalos da crise de esgotamento do projeto neoliberal imposto a um planeta esmagado em desequilíbrios sociais e ambientais sistêmicos.
O vórtice da tempestade é a desordem financeira.
Um estoque sem igual de riqueza fictícia arde nas mãos dos mercados em todo o mundo em busca de abrigos de mais valia para proceder à transfusão capaz de evitar a desvalorização abrupta, da qual 2008 foi um prenúncio.
Reconduzir a riqueza financeira aos trilhos da produção e da emancipação social é um dos novos requisitos da soberania para o desenvolvimento. 
O objeto em questão empenha-se neste momento, aqui e em todo mundo, a uma dança das cadeiras ensandecida.
Não há contrapartida de lastro material que acomode a monstruosa ciranda especulativa.
A montanha de direitos de saque sobre a riqueza planetária equivale hoje ao dobro do PIB mundial: US$ 170 trilhões contra US$ 80 trilhões, respectivamente.
E não para de crescer.
Em contrapartida, a fatia do PIB norte-americano destinada ao trabalho, por exemplo, caiu de quase 69%, antes de crise de 2008, para 66,4% agora.
Que isso ocorra no capitalismo mais forte do planeta, onde a economia cresce há dez anos e ostenta uma taxa de desemprego (visível) a mais baixa em meio século (3,6%), só faz confirmar a atual natureza desagregadora da lógica dos livres mercados que se quer impor aqui a ferro e fogo.
A incerteza, a angústia, o desemprego embutidos nesse paradoxo que asfixia a classe média do campo e das cidades, explicam o crescimento da xenofobia, do nacionalismo, dos líderes extremistas e do vento fascista que sopra em todas as latitudes.
As forças democráticas e progressistas brasileiras não podem subestimar as responsabilidades organizativas e programáticas que esse divisor coloca.
A principal delas é recuperar a coerência entre o projeto de democratização social para o Brasil e a contrapartida de aglutinação dos recursos necessários à retomada do investimento produtivo, o que requer o enfrentamento do poder financeiro, só viável com a nucleação do poder popular que gere a força e o consentimento amplo para resgatar a soberania e a credibilidade à luta pelo desenvolvimento neste longo amanhecer do século XXI.
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18.06.2019
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


Oito meses depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abrir uma ação para apurar o impulsionamento de mensagens pelo WhatsApp contra o PT, durante as eleições de 2018, ninguém foi ouvido no processo.

A ação, ajuizada pelo PT, foi aberta em outubro, após uma reportagem da Folha noticiar que empresários apoiadores do então candidato e hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL) bancaram o disparo de mensagens em massa contra seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado no segundo turno.

Disparos em massa utilizam sistemas automatizados que não são permitidos pela legislação eleitoral. Além disso, pagamentos em benefício de um determinado candidato teriam de ser declarados à Justiça Eleitoral —do contrário, podem configurar caixa dois.

No cenário mais grave, caso fique comprovada a prática e o suposto abuso de poder econômico nas eleições, a ação poderá resultar na cassação do mandato do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB). O processo é de relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Jorge Mussi.

A área técnica responsável pela condução do processo informou, por meio da assessoria do TSE, que ainda não houve decisão quanto aos pedidos de depoimento de testemunhas.

A corte também não recebeu nenhum relatório da Polícia Federal sobre o tema. Também no ano passado, a PF abriu investigações sobre o suposto uso irregular de WhatsApp durante a campanha.

Dono da agência Quickmobile, uma das suspeitas de prestar o serviço de disparos em massa pelo WhatsApp, o empresário Peterson Rosa Querino foi excluído do processo no TSE pelo ministro Mussi.

Segundo a decisão, Querino não foi localizado pela Justiça nas três tentativas realizadas. Ele é considerado uma das peças-chave para a apuração.

Em abril, o PT recorreu da decisão de Mussi, requerendo que o TSE tentasse notificar Querino em um novo endereço. O ministro negou o recurso, sob o argumento de que ele foi apresentado fora do prazo e é preciso manter a celeridade do processo.

“Ademais, não se poderia garantir o sucesso da nova notificação no endereço […], ante o tempo já transcorrido, de modo a tornar essa busca interminável, com grave comprometimento à marcha processual, sendo certo o dever do juiz de dirigir o processo, cumprindo-lhe velar por sua duração razoável”, escreveu o ministro do TSE.

Advogados do PT, Eugênio Aragão e Marcelo Schimidt então entraram com mandado de segurança no TSE contra a decisão de Mussi, com o objetivo de tentar garantir a citação de Querino. O mandado de segurança é um processo paralelo à ação e está sob relatoria do ministro Edson Fachin.

O PT alegou nesse pedido que “é nítida a tentativa do representado Peterson Querino de se furtar à execução da lei”. Para o partido, há indícios de que o empresário registrou em documento recente um endereço onde não residia, o que impossibilitou sua localização.

“O abuso [de poder econômico na eleição] emergiria da contratação de disparos em massa de forma ilícita. As empresas contratadas para concretização do abuso, portanto, são peças fundamentais ao deslinde da controvérsia”, sustentou o PT.

“Verificou-se no curso do processo –por meio das defesas apresentadas pelos antigos sócios– que o sr. Peterson é o único sócio da empresa Quickmobile […] Consequentemente, a negativa de citação do único sócio responsável por uma das empresas envolvidas no esquema denunciado representa óbice grave à devida instrução processual e a eventuais sanções.”

Ainda não há decisão do ministro Fachin quanto pedido formulado no mandado de segurança, que interfere diretamente na ação que investiga o impulsionamento de mensagens.
Da FSP

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Fonte:https://blogdacidadania.com.br/2019/06/tse-acoberta-crime-eleitoral-de-bolsonaro/

20.05.2019
Do portal da REVISTA FÓRUM
Por Liszt Vieira

Após as manifestações em defesa da educação em todo o país, o Governo parece ter se desestabilizado. O presidente faz declarações desencontradas e tresloucadas, pressentindo que seu Governo não se sustenta

 

O falcão não escuta o falcoeiro/ As coisas desmoronam/
O centro não sustenta/ Mera anarquia avança sobre o mundo.
(W.B. Yeats)

Abstraindo o conteúdo reacionário, regressivo, pré-moderno e até mesmo medieval das decisões do atual Governo, se raciocinarmos apenas em termos de guerra, tema tão caro ao atual presidente, vemos que ele comete erros grosseiros.

Como chegou apenas a tenente e foi reformado um posto acima, como é de praxe, não estudou estratégia e tática da guerra. Se tivesse noção disso, não abriria tantas frentes de combate ao mesmo tempo. Abriu fogo para todo lado, ganhando a cada dia novos adversários, para ele inimigos. E não consegue dar conta de tantos confrontos ao mesmo tempo.

Já começa a perder combates. Como não selecionou seus alvos prioritários, atacou quase todos os segmentos da sociedade com sua metralhadora giratória, e começa a colher derrotas. Sua preocupação parece ser dar uma satisfação a seus patrocinadores e seguidores fiéis. No caso do decreto ampliando o porte de arma para 20 categorias, envolvendo milhões de pessoas, desdenhou a informação de que o decreto é inconstitucional. É como se dissesse a seus apoiadores: eu fiz a minha parte, eles é que barraram. Diria um malicioso: E não deixem de pagar minha propina!

Ele não tem nenhum programa de governo, não é a favor de nenhuma política pública, quer apenas destruir. Está colecionando adversários importantes, indignados com a destruição e o desmonte da educação, ciência, cultura, meio ambiente, política externa etc.

Do ponto de vista econômico, não há mais dúvida de que este é um ano perdido. Ninguém investe alegando esperar a reforma da Previdência que transfere renda dos pobres para os ricos, bem no estilo dos Chicago Boys. Se a reforma que finalmente for aprovada não agradar o mercado, os empresários vão se lembrar de que o atual presidente cometeu crimes ao apoiar e premiar as milícias assassinas no Rio de Janeiro. Motivo para impeachment não falta.

Antigos críticos implacáveis do governo do PT já assumiram papel de oposição a Bolsonaro e apelaram aos militares para abandonar o Governo que tende a se enfraquecer e se desmoralizar perante seu público. Isso já ocorre com as forças armadas, cuja imagem fica seriamente comprometida com as atitudes irracionais e sociopatas do capitão pateta.

Ressalte-se que o Ministério Público Federal pediu a suspensão do decreto de armas de Bolsonaro e afirmou que o bloqueio de verbas imposto pelo Ministério da Educação é inconstitucional. Mas a ofensiva ilegal continua. Em represália, o Governo baixou o Decreto 9.794, de 14 de maio de 2019, que transfere para a Casa Civil da Presidência da República as competências para as indicações de pró-reitores ou decanos destas instituições. Ou seja, Bolsonaro tira dos reitores competência de nomear pró-reitores e outros cargos de gestão. Mais um decreto inconstitucional.

A ofensiva não para. O objetivo é colocar a sociedade, vista como “inimigo”, na defensiva. Mas a reação começa a produzir um enorme desgaste no Governo, como se viu nas manifestações em defesa da Educação no dia 15 de maio último.

O presidente, chamado de sociopata, não prima pelo equilíbrio, é o mínimo que se possa dizer. A História registra muitos casos de tiranos perturbados mentalmente. Entre muitos outros exemplos, podemos citar Frederico 1º da Prússia (1657-1713), Ivan 4º, o Terrível, da Rússia (1530-1584), George 3º, da Inglaterra (1738-1820), Carlos 6º, da França (1368-1422) etc.

Um dos melhores exemplos talvez seja o de Caio Cesar, mais conhecido pelo apelido de Calígula, imperador romano do ano de 37 D.C. até 41 D.C. Ficou famoso por sua crueldade, extravagância e perversidade sexual Foi assassinado pela guarda pretoriana, em 41, aos 28 anos.

Acossado pelas dívidas, pôs em funcionamento uma série de medidas desesperadas para restabelecer as finanças imperiais, entre as quais pedir dinheiro à plebe. Passou à história como um tirano demente. Uma das decisões mais conhecidas de Calígula foi sua ideia de colocar no Senado Romano o seu cavalo favorito, Incitatus, embora alguns historiadores pensem que esta história é mais lendária do que verídica.

Perdeu a guerra na Britânia porque pediu ao exército para, em vez de atacar as tribos britânicas, recolher conchas, o tributo que segundo ele era devido ao monte Capitolino e ao monte Palatino. Segundo Suetônio, autor do famoso livro A Vida dos Doze Césares, era simplesmente um monstro. Psicopata, narcisista, assassino, depravado. O pior dos piores.

Guardadas as devidas proporções e ressalvadas as diferenças, pode-se afirmar que temos hoje no Brasil “o pior dos piores” de todos os presidentes de nossa História, superando alguns com fama de desajustados, como por exemplo Jânio Quadros e Collor. Sem dúvida, atualmente temos o pior de todos os governos que já tivemos. Basta ver a prioridade dos ministros do Governo Bolsonaro.

A prioridade atual da Ministra dos Direitos Humanos é denunciar a personagem Elza, da série infantil Frozen, que mora num castelo de gelo e, segundo a Ministra, só pode ser lésbica.

O Ministro da Educação permanece firme na sua guerra para destruir a educação no Brasil, a mando do presidente que odeia educação e cultura. A manifestação nacional em defesa da educação mobilizou em todo o país milhões de pessoas, chamadas de “idiotas úteis” pelo presidente.

O Ministro do Meio Ambiente persevera em sua insana tarefa de desmontar o Ministério e destruir as fontes dos recursos naturais, a floresta com sua rica biodiversidade, fonte de água, oxigênio e umidade que impede a seca e desertificação do país. Sai a floresta, entra a soja transgênica, o gado, a mineração, as madeireiras, as grandes obras. Tudo para aplacar o ódio do presidente à proteção ambiental e para agradar os setores atrasados do agronegócio.

O Ministro das Relações Exteriores continua priorizando o ataque ao “marxismo cultural” que inventou o aquecimento global, enganou todos os cientistas do mundo inteiro e iludiu a ONU.

A Ministra da Agricultura prioriza autorizar a importação de mais agrotóxicos, segundo ela injustamente proibidos na Europa como cancerígenos. Merece o título de Musa do Veneno.

E last, but not least, o Ministro da Economia cuja prioridade é economizar 1 trilhão a ser extraído da população de baixa e média renda por meio da reforma da previdência, cortes nos orçamentos da educação, saúde, ciência, meio ambiente etc. O Ministro Guedes finge não saber que as empresas petrolíferas estrangeiras que vierem explorar o pré-sal deixarão de pagar 1 trilhão de impostos pela Medida Provisória 795 – a chamada M.P. do Trilhão – aprovada em novembro de 2017 por iniciativa do governo Temer, e que deu origem à Lei 13.586/2017.

Segundo consta, os outros Ministros não têm prioridades, porque nada fazem.

A situação política é estarrecedora. Para todo lado, o que se vê no governo é mediocridade, ignorância, arrogância e imposição de decretos inconstitucionais. É um governo anti-iluminista, pré-moderno, com valores medievais, que combate a razão, a ciência, o humanismo em nome do de um obscurantismo religioso fundamentalista. Afinal, como diz o título de um quadro do pintor espanhol Goya, “o sono da razão gera monstros”.

A política da destruição sem construir nada já se volta contra o Governo, que começa a perder apoios e ver reduzida sua antiga popularidade. A grande mídia já namora a opção Mourão como alternativa. E o apoio do mercado começa a fazer água com as perspectivas sombrias da economia. Breve, os empresários vão “descobrir” que Bolsonaro e família apoiam as milícias criminosas e começarão a conspirar pelo seu afastamento.

Alguns jornalistas já falam em “confusão mental”, “problemas psiquiátricos” e chegam a sugerir que o Presidente peça demissão. Outros já dizem que o impeachment de Bolsonaro “entra no radar”. Após as manifestações em defesa da educação em todo o país, o Governo parece ter se desestabilizado. O presidente faz declarações desencontradas e tresloucadas, pressentindo que seu Governo não se sustenta.

A instabilidade institucional pode levar o país, à beira do precipício, a um estado de anomia, em que, como dizia o poeta irlandês W.B.Yeats em seu poema The Second Coming, o falcão não escuta mais o falcoeiro, as coisas desmoronam, o centro não sustenta. Tudo indica que, de uma forma ou de outra, o Governo desmorona, é questão de tempo.

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Fonte:https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Perdendo-a-Guerra/4/44136

01.02.2018
Do portal BRASIL247

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/poder/339522/Carmen-deu-declara%C3%A7%C3%A3o-contra-Lula-em-jantar-com-representantes-da-Shell.htm

22.03.2017
Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR, 
Por  Jeferson Miola

Janot seguiu Maquiavel: ‘aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei’. Os golpistas, mesmo com indícios de crimes, serão embalados no berço do STF.

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.

Janot seguiu fielmente Maquiavel: “aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”. Os golpistas, cujos indícios de crimes são contundentes, com provas de contas no exterior, jantares no Palácio Jaburu, códigos secretos para recebimento de dinheiro da corrupção e “mulas” para carregar propinas, serão embalados no berço afável do STF.

Lula, sobre quem não existe absolutamente nenhuma prova de crime, foi denunciado por Janot e será julgado por Sérgio Moro, um juiz parcial, que age como advogado de acusação. Ele é movido por um ódio genuíno e dominado por uma obsessão patológica de condenar Lula com base em convicções [sic]. Janot entregou a este leão faminto e raivoso a presa tão ansiada.

Os fatores que permitem prospectar esta hipótese da sacanagem do Janot são:

1-as listas parciais divulgadas em 14 e 15/03/2017 implodiriam qualquer governo, quanto mais o apodrecido e ilegítimo governo Temer – implodiriam, mas não implodirão, porque estamos num regime de exceção;

2-foram denunciados nada menos que: seis ministros [Padilha, Moreira Franco, Aloysio Nunes, Bruno Araújo, Kassab e Marcos Pereira] os dois sucessores naturais do presidente em caso de afastamento do usurpador [Rodrigo Maia e Eunício Oliveira] o idealizador da “solução Michel” para estancar a Lava Jato, atual presidente do PMDB [Romero Jucá] o presidente do PSDB [Aécio “tarja-preta”] quatro senadores da base do governo cinco governadores três deputados que apóiam Temer três senadores da oposição dois deputados de oposição;

3-uma pessoa iludida poderia concluir: “é uma decisão corajosa e imparcial do Janot”; afinal, ele investiga personagens poderosos e, aleluia, inclusive o PSDB. Ilusão: esta é, exatamente, a manobra diversionista do Janot;

4-os denunciados do governo golpista, todos eles, inclusive os sempre protegidos tucanos, têm foro privilegiado, e por isso serão investigados pelo STF, e não nas instâncias inferiores do judiciário [com minúsculo]. É verdade que Janot denunciou também golpistas sem foro privilegiado. Esses, porém, são as “genis” Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, já presos; e Geddel Vieira Lima, que já está no corredor do cárcere;

5-o supremo [com minúsculo], demonstram estudos da FGV, é a instância mais lenta, mais politizada [eventualmente mais partidarizada, para não dizer tucana] e mais inoperante do judiciário. A primeira lista do Janot, por exemplo, entrou no sumidouro do STF há dois anos [em março/2015], e lá dormita até hoje, sem nenhuma conseqüência na vida dos políticos denunciados por corrupção;

6-a composição ideológica do STF é aquela mesma que, agindo como o Pôncio Pilatos da democracia brasileira, lavou as mãos no processo do impeachment fraudulento, e assim converteu o supremo em instância garantidora do golpe de Estado que estuprou a Constituição para derrubar uma Presidente eleita com 54.501.118 votos;

7-é fácil deduzir, portanto, qual será a tendência do STF na condução dos processos dos golpistas. Se esses julgamentos iniciarem antes de 2021, será um fato inédito.

A lista do Janot é um instrumento ardiloso da Lava Jato e da mídia para a caçada do Lula. Janot faz como o quero-quero, pássaro que grita longe do ninho para distrair os intrusos, afastando-os dos seus filhotes.

As instituições do país estão dominadas pelo regime de exceção que violenta a Constituição para permitir um processo agressivo e continuado de destruição dos direitos do povo, das riquezas do país e da soberania nacional.

O anúncio imediato da candidatura presidencial do Lula, abrindo uma etapa de mobilizações permanentes e gigantescas do povo, é a urgência do momento. É a garantia de proteção popular do Lula contra os arbítrios fascistas do regime de exceção e, ao mesmo tempo, fator que pode modificar a correlação de forças na sociedade.

O êxito dos protestos deste 15 de março, que levaram milhões de trabalhadores às ruas em todo o país, é um sinal positivo da retomada da resistência democrática e da luta contra o golpe e os retrocessos.

A democracia e o Estado de Direito somente serão restaurados no Brasil com a mobilização popular intensa e radical, e a candidatura do Lula é um motor para esta restauração.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-truque-do-Janot-para-implodir-a-candidatura-do-Lula/4/37868

19.04.2016
Do portal da Agência Brasil
Por  Ana Cristina Campos e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do país que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional.

“Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país no regime presidencialista a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram”, afirmou Dilma, em entrevista a veículos estrangeiros no Palácio do Planalto.

Dilma também ressaltou que se crise econômica fosse argumento “para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos países desenvolvidos que sobrevivesse à profunda crise econômica com desemprego”. Para ela, não é por causa da crise econômica que está ocorrendo a crise política.

A presidenta destacou que a crise atual está acontecendo pelo fato de a eleição de 2014 ter sido vencida por uma margem estreita, de pouco mais de 3 milhões de votos. A petista recebeu 54 milhões de votos. “Essa eleição perdida por essa margem tornou no Brasil a oposição derrotada bastante reativa a essa vitória e por isso começaram um processo de desestabilização do meu mandato desde o início dele. Este meu segundo mandato, há 15 meses, tem o signo da desestabilização política”, afirmou.

Os deputados aprovaram neste domingo (17), por 367 votos a favor e 137 contra, o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Em uma entrevista concedida à imprensa ontem (18), Dilma disse se sentir indignada e injustiçada com a decisão da Câmara dos Deputados.

Se a admissibilidade do afastamento for aprovada também pelos senadores, a presidenta será afastada do cargo por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si e define se Dilma terá o mandato cassado.

Edição: Denise Griesinger

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-04/dilma-rousseff-brasil-tem-um-veio-golpista-adormecido

18.04.2016
Do portal OPERA MUNDI, 14.01.2011
Por  Sergio Dias Teixeira Junior | São Paulo

CONSENSO DE WASHINGTON

O Consenso de Washington foi uma denominação dada como resultado de uma reunião feita em 1989 na capital dos Estados Unidos com funcionários do governo americano, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O encontro tinha como objetivo realizar uma avaliação das reformas econômicas feitas pelos países da América Latina e nesse sentido diversos economistas latino americanos participaram para relatar as experiências obtidas pelos seus respectivos países.

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Houve amplo consenso em relação a excelência das reformas iniciadas ou realizadas na região com exceções feitas para o Brasil e Peru ratificando a proposta neoliberal feita pelo governo norte americano, através dos organismos acima mencionados, como condição essencial para a concessão de cooperação financeira externa, bilateral ou multilateral.

consenso 2

A mensagem neoliberal do Consenso de Washington acabou por seduzir diversas elites políticas, empresários e intelectuais da região como receituário de modernidade econômica.

Tamanha foi a influência exercida nas classes acima mencionadas que tinha-se a impressão de que os governos dos países latino americanos haviam se conscientizado de que as graves crises econômicas pelos quais passavam não eram consequência de fatores externos tais como a crise do petróleo e a alta das taxas de juros internacionais, mas tão somente de razões internas ligadas às equivocadas políticas nacionalistas e reformas econômicas autoritárias que elaboravam.

Alguns fatos da época também contribuíram para que o discurso tivesse uma melhor disseminação, como a queda do Muro de Berlim, a desintegração da União Soviética e o colapso do comunismo na Europa Oriental. A partir destes encerra-se a disputa ideológica entre o capitalismo ocidental e o comunismo oriental ambiente este extremamente propício aos interesses norte americanos.

O discurso implícito do Consenso de Washington avaliava que os países da América Latina deveriam se modernizar através da abertura de suas economias para o mercado estrangeiro, “modernização pelo mercado”, especialmente para o norte americano.

É importante ressaltar que a preconizada economia de mercado não foi praticada pelos seus idealizadores norte americanos já que a abertura mercadológica em qualquer país de primeiro mundo foi feita através de contrapartidas com os parceiros comerciais, medidas protecionistas de salvaguarda para proteger seus mercados e a redução gradativa das barreiras tarifárias largamente discutidas em negociações do GATT, atual OMC.

Há também a necessidade de se reconhecer que o comércio internacional é dominado por oligopólios onde grandes corporações, com negócios diversificados em vários segmentos, detém parcela significativa das operações internacionais.

Segundo a visão do Consenso, o protecionismo as importações amplamente utilizado na época pelos países da América Latina devido a baixa competitividade de suas economias, grau de endividamento e escassez de moeda estrangeira dentre outros, mostrava-se contrário aos interesses do consumidor nacional, pois limitava-o à acessibilidade de novos produtos bem como inibia a inserção dos países em uma economia mundial mais competitiva.

A proposta de abertura econômica não reconhecia os diferentes níveis de industrialização, desemprego, inflação e desenvolvimento entre os países latino americanos adotando para isso um diagnóstico uniforme para todos eles com uma idêntica aplicabilidade.

Não se levou em consideração a possibilidade da abertura de mercado dos países credores aos devedores como forma de equilíbrio das suas contas externas e tampouco a capacidade do pagamento das respectivas dívidas externas comprometendo assim o desenvolvimento de toda uma América Latina muito endividada.

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Não há como se adotar uma política de abertura mercadológica homogenia quando as diferenças econômicas entre os países são, no mínimo, gritantes.

A grave situação econômico brasileira na década de 80 devido aos constantes pedidos de novos empréstimos internacionais, as renegociações da dívida externa, as altas taxas de inflação e as constantes cartas de intenção junto ao FMI contribuíram para que o governo não tivesse outra alternativa senão comungar com o discurso do Consenso de Washington.

É nesse contexto que nasce a proposta norte americana da criação de uma ALCA (Área de Livre Comércio) na qual diversos países latino americanos ficariam inclinados a aderirem, evidenciando uma total supremacia econômica e mercadológica norte americana na região por conta de uma competição desequilibrada entre os países.

A falência do Estado é outra premissa do Consenso de Washington, pois não caberia ao primeiro a formulação e execução das políticas macroeconômicas, monetárias e fiscais, transferindo essas tarefas aos organismos internacionais.

O Consenso de Washington não tratou de problemas sociais ligados a saúde, educação e eliminação da pobreza dentre outros. Estas questões seriam resolvidas como conseqüência da liberalização econômica

Passou-se até mesmo a duvidar se o Estado teria condições de administrar os recursos naturais dentro do seu próprio território.

Tais recursos passariam a ser administrados não só pelo país como também por organizações não governamentais dos países desenvolvidos.

É nesse sentido que os recursos naturais da Amazônia começaram a despertar o interesse do Grupo do G7 fazendo com que o ex presidente Fernando Collor de Melo concordasse com o Banco Mundial em promover um estudo para tal fim.

A adesão brasileira ao Consenso de Washington se inicia na década de 90 com a gestão do então presidente Fernando Collor de Melo através da abertura ao mercado externo.

Collor elaborou um programa de redução das barreiras tarifárias nas importações brasileiras que de uma só vez beneficiou 1.200 itens sem se preocupar em ter como moeda de troca um incremento às exportações nacionais.

Tal iniciativa de caráter unilateral, apesar do alto preço pago por alguns segmentos econômicos, com destaque para o têxtil que somente na cidade de Americana, interior do Estado de São Paulo, quebrou 70% das indústrias de tecelagem, ajudou o país a conquistar um lugar de destaque no cenário internacional o que, de certa forma, foi benéfico para a economia brasileira.

Sua visão de abertura mercadológica fez com que se comprometesse a realizar em três anos um ambicioso projeto de integração econômica com parceiros do Cone Sul que se iniciou com José Sarney e Raul Alfonsín e cujo prazo original seria dez anos.

Entretanto o impeachment de Fernando Collor de Mello acabou por comprometer o total alinhamento do Brasil ao Consenso de Washington.

Fernando Henrique Cardoso, no final de 1993 lança as bases de um programa de estabilização econômica chamado Plano Real em que consegue controlar a inflação do país e lançar em julho do ano seguinte uma nova moeda brasileira, o Real.

Seu governo também foi marcado por um processo acentuado de privatizações tirando o ônus da responsabilidade governamental na administração de diversas empresas estatais.

Sua postural neoliberal também pode ser entendida como simpatizante do Consenso de Washington uma vez que seu discurso de governo proclamava a mínima participação do Estado na condução das políticas macroeconômicas.

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Apesar de todos esses indícios de alinhamento com o Consenso de Washington, os resultados colhidos pelo país foram bastante significativos.

O crescimento da economia doméstica, as exportações e importações do país, o declínio da taxa de inflação, a diminuição do risco país, o recebimento de investimentos estrangeiros diretos e a melhoria dos níveis de emprego dentre outros foram fatores determinantes para a retomada do crescimento econômico do Brasil e a mudança da sua imagem junto ao mercado internacional.

Pode-se até deduzir que o crescimento experimentado pelo país não era previsto como resultado das medidas recessivas sugeridas pelo Consenso de Washington e que, de certa forma, o governo FHC “atirou no que viu e acertou no que não viu”.

*Sergio Dias Teixeira Junior é docente de comércio exterior e logística internacional do UNIFIEO e da Universidade Mogi das Cruzes, universidades de São Paulo. É membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior -GECEU. O artigo foi publicado originalmente no site Adital.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/esp_1350/o+consenso+de+washington+.shtml

07.04.2016
Do portal PERNAMBUCO247,05.04.16

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Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), fala em “campanha sistemática” da Rede Globo “para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”; ele criticou o fato de a emissora ter gravado “ilegalmente o Ministro Barroso do STF em palestra para estudantes”, “dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”; segundo ele, este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”

Pernambuco 247 – O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, usou sua página pessoal no Facebook para criticar o que ele qualifica como sendo uma “campanha sistemática que a Rede Globo vem fazendo para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”.

No post, datado do dia 31 de março, Bueno destaca que não votou e nem apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, mas diz que a emissora passou dos limites ao gravar “ilegalmente o ministro [Luís Roberto] Barroso do STF em palestra para estudantes e divulga dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”.

O desembargador termina a postagem considerando que este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”.

Confira abaixo a íntegra de seu texto: 

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/224047/Desembargador-critica-%E2%80%9Ccampanha%E2%80%9D-da-Globo-contra-Dilma.htm

23.02.2015

Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/170852/Diretor-da-Globo-defende-impeachment-de-Dilma.htm