Arquivo da categoria ‘economia’

06.02.2019
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Guedes acha que R$ 750 bastam para os miseráveis

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De Gustavo Porto, Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, no Estadão:

A equipe econômica de Jair Bolsonaro deve criar regras diferenciadas para o público que hoje recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Hoje, a lei assegura o pagamento de um salário mínimo para pessoas com deficiência e idosos de baixa renda com mais de 65 anos de idade.

A minuta da reforma da Previdência, obtida pelo Broadcast/Estadão com exclusividade nesta segunda-feira,2 – que ainda precisa ser aprovada pelo presidente – prevê o pagamento de R$ 1 mil para pessoas com deficiência sem condição de sustento. Leis complementares poderão estabelecer idade mínima e tempo de contribuição distintos da regra geral para essas pessoas.

Já trabalhadores idosos e de baixa renda terão renda menor. Pessoas que comprovem estar em condição de “miserabilidade” terão assegurada uma renda mínima de R$ 500, quando tiverem 55 anos ou mais, ou R$ 750, caso tenham mais de 65 anos. Pessoas acima de 70 anos e com dez anos de contribuição terão assegurada uma prestação extra de R$ 150.

Em todos os casos, será preciso comprovar que a renda mensal per capita familiar do requerente deverá ser inferior a um quarto de salário mínimo. Essas regras devem vigorar até que seja publicada uma outra lei complementar.

(…)

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Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/economia/previdencia-idosos-pobres-vao-receber-menos-que-um-salario-minimo

18.04.2016
Do portal OPERA MUNDI, 14.01.2011
Por  Sergio Dias Teixeira Junior | São Paulo

CONSENSO DE WASHINGTON

O Consenso de Washington foi uma denominação dada como resultado de uma reunião feita em 1989 na capital dos Estados Unidos com funcionários do governo americano, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O encontro tinha como objetivo realizar uma avaliação das reformas econômicas feitas pelos países da América Latina e nesse sentido diversos economistas latino americanos participaram para relatar as experiências obtidas pelos seus respectivos países.

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Houve amplo consenso em relação a excelência das reformas iniciadas ou realizadas na região com exceções feitas para o Brasil e Peru ratificando a proposta neoliberal feita pelo governo norte americano, através dos organismos acima mencionados, como condição essencial para a concessão de cooperação financeira externa, bilateral ou multilateral.

consenso 2

A mensagem neoliberal do Consenso de Washington acabou por seduzir diversas elites políticas, empresários e intelectuais da região como receituário de modernidade econômica.

Tamanha foi a influência exercida nas classes acima mencionadas que tinha-se a impressão de que os governos dos países latino americanos haviam se conscientizado de que as graves crises econômicas pelos quais passavam não eram consequência de fatores externos tais como a crise do petróleo e a alta das taxas de juros internacionais, mas tão somente de razões internas ligadas às equivocadas políticas nacionalistas e reformas econômicas autoritárias que elaboravam.

Alguns fatos da época também contribuíram para que o discurso tivesse uma melhor disseminação, como a queda do Muro de Berlim, a desintegração da União Soviética e o colapso do comunismo na Europa Oriental. A partir destes encerra-se a disputa ideológica entre o capitalismo ocidental e o comunismo oriental ambiente este extremamente propício aos interesses norte americanos.

O discurso implícito do Consenso de Washington avaliava que os países da América Latina deveriam se modernizar através da abertura de suas economias para o mercado estrangeiro, “modernização pelo mercado”, especialmente para o norte americano.

É importante ressaltar que a preconizada economia de mercado não foi praticada pelos seus idealizadores norte americanos já que a abertura mercadológica em qualquer país de primeiro mundo foi feita através de contrapartidas com os parceiros comerciais, medidas protecionistas de salvaguarda para proteger seus mercados e a redução gradativa das barreiras tarifárias largamente discutidas em negociações do GATT, atual OMC.

Há também a necessidade de se reconhecer que o comércio internacional é dominado por oligopólios onde grandes corporações, com negócios diversificados em vários segmentos, detém parcela significativa das operações internacionais.

Segundo a visão do Consenso, o protecionismo as importações amplamente utilizado na época pelos países da América Latina devido a baixa competitividade de suas economias, grau de endividamento e escassez de moeda estrangeira dentre outros, mostrava-se contrário aos interesses do consumidor nacional, pois limitava-o à acessibilidade de novos produtos bem como inibia a inserção dos países em uma economia mundial mais competitiva.

A proposta de abertura econômica não reconhecia os diferentes níveis de industrialização, desemprego, inflação e desenvolvimento entre os países latino americanos adotando para isso um diagnóstico uniforme para todos eles com uma idêntica aplicabilidade.

Não se levou em consideração a possibilidade da abertura de mercado dos países credores aos devedores como forma de equilíbrio das suas contas externas e tampouco a capacidade do pagamento das respectivas dívidas externas comprometendo assim o desenvolvimento de toda uma América Latina muito endividada.

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Não há como se adotar uma política de abertura mercadológica homogenia quando as diferenças econômicas entre os países são, no mínimo, gritantes.

A grave situação econômico brasileira na década de 80 devido aos constantes pedidos de novos empréstimos internacionais, as renegociações da dívida externa, as altas taxas de inflação e as constantes cartas de intenção junto ao FMI contribuíram para que o governo não tivesse outra alternativa senão comungar com o discurso do Consenso de Washington.

É nesse contexto que nasce a proposta norte americana da criação de uma ALCA (Área de Livre Comércio) na qual diversos países latino americanos ficariam inclinados a aderirem, evidenciando uma total supremacia econômica e mercadológica norte americana na região por conta de uma competição desequilibrada entre os países.

A falência do Estado é outra premissa do Consenso de Washington, pois não caberia ao primeiro a formulação e execução das políticas macroeconômicas, monetárias e fiscais, transferindo essas tarefas aos organismos internacionais.

O Consenso de Washington não tratou de problemas sociais ligados a saúde, educação e eliminação da pobreza dentre outros. Estas questões seriam resolvidas como conseqüência da liberalização econômica

Passou-se até mesmo a duvidar se o Estado teria condições de administrar os recursos naturais dentro do seu próprio território.

Tais recursos passariam a ser administrados não só pelo país como também por organizações não governamentais dos países desenvolvidos.

É nesse sentido que os recursos naturais da Amazônia começaram a despertar o interesse do Grupo do G7 fazendo com que o ex presidente Fernando Collor de Melo concordasse com o Banco Mundial em promover um estudo para tal fim.

A adesão brasileira ao Consenso de Washington se inicia na década de 90 com a gestão do então presidente Fernando Collor de Melo através da abertura ao mercado externo.

Collor elaborou um programa de redução das barreiras tarifárias nas importações brasileiras que de uma só vez beneficiou 1.200 itens sem se preocupar em ter como moeda de troca um incremento às exportações nacionais.

Tal iniciativa de caráter unilateral, apesar do alto preço pago por alguns segmentos econômicos, com destaque para o têxtil que somente na cidade de Americana, interior do Estado de São Paulo, quebrou 70% das indústrias de tecelagem, ajudou o país a conquistar um lugar de destaque no cenário internacional o que, de certa forma, foi benéfico para a economia brasileira.

Sua visão de abertura mercadológica fez com que se comprometesse a realizar em três anos um ambicioso projeto de integração econômica com parceiros do Cone Sul que se iniciou com José Sarney e Raul Alfonsín e cujo prazo original seria dez anos.

Entretanto o impeachment de Fernando Collor de Mello acabou por comprometer o total alinhamento do Brasil ao Consenso de Washington.

Fernando Henrique Cardoso, no final de 1993 lança as bases de um programa de estabilização econômica chamado Plano Real em que consegue controlar a inflação do país e lançar em julho do ano seguinte uma nova moeda brasileira, o Real.

Seu governo também foi marcado por um processo acentuado de privatizações tirando o ônus da responsabilidade governamental na administração de diversas empresas estatais.

Sua postural neoliberal também pode ser entendida como simpatizante do Consenso de Washington uma vez que seu discurso de governo proclamava a mínima participação do Estado na condução das políticas macroeconômicas.

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Apesar de todos esses indícios de alinhamento com o Consenso de Washington, os resultados colhidos pelo país foram bastante significativos.

O crescimento da economia doméstica, as exportações e importações do país, o declínio da taxa de inflação, a diminuição do risco país, o recebimento de investimentos estrangeiros diretos e a melhoria dos níveis de emprego dentre outros foram fatores determinantes para a retomada do crescimento econômico do Brasil e a mudança da sua imagem junto ao mercado internacional.

Pode-se até deduzir que o crescimento experimentado pelo país não era previsto como resultado das medidas recessivas sugeridas pelo Consenso de Washington e que, de certa forma, o governo FHC “atirou no que viu e acertou no que não viu”.

*Sergio Dias Teixeira Junior é docente de comércio exterior e logística internacional do UNIFIEO e da Universidade Mogi das Cruzes, universidades de São Paulo. É membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior -GECEU. O artigo foi publicado originalmente no site Adital.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/esp_1350/o+consenso+de+washington+.shtml

07.04.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

panamá papers leaks documentação offshore brasil

11,5 milhões de arquivos expõem contas offshore, relações com escândalos globais e acordos financeiros secretos. Confira seis coisas que você precisa saber sobre os Panama Papers, o maior vazamento de documentos secretos da história

Sarah Lazare, AlterNet | Tradução: Camila Alvarenga,Opera Mundi

O Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, sigla em inglês), o jornal alemão Süddeutsche Zeitung e mais de 100 outros parceiros da mídia divulgaram o explosivo vazamento dos “Panama Papers” no domingo (3).

Os documentos são descritos pelo ICIJ, uma rede global de jornalistas investigativos, como “11,5 milhões de arquivos vazados para expor as contas offshore (em território estrangeiro) de líderes políticos mundiais, as relações com escândalos globais e detalhes dos acordos financeiros secretos de empresários que cometem fraudes, traficantes, bilionários, celebridades, estrelas esportivas e mais“.

Mossack Fonseca, o escritório de advocacia baseado no Panamá que foi exposto, supostamente ajudou pessoas ricas e poderosas a esconder e lavar dinheiro, sonegando bilhões de dólares em impostos. A firma possui “escritórios em mais de 35 locais ao redor do planeta, e é uma das principais criadoras de empresas de fachada do mundo — estruturas corporativas que podem ser usadas para esconder os bens de seus donos“, de acordo com o ICIJ. Juntos, os papéis revelam informações de mais de 214 mil empresas offshore ligadas a indivíduos em mais de 200 países e territórios.

Aqui estão seis coisas que você deveria saber sobre essa revelação massiva:

1. Este pode ser o maior vazamento de documentos secretos da história. A escala massiva das revelações dos Panama Papers foi melhor ilustrada por um gráfico produzido pelo Süddeutsche Zeitung. O levantamento do jornal mostra que 2,6 terabytes de informação foram vazados pelos Panama Papers, enquanto que outros casos emblemáticos, como o WikiLeaks (2010) e o SwissLeaks (2014) divulgaram 1,7 e 3,3 gigabytes de informação, respectivamente.

2. Este é o trabalho de um denunciante corajoso. O tuíte a seguir do denunciante da NSA, Edward Snowden, para o anônimo por trás dos Panama Papers diz tudo. “A história por trás dos Panama Papers? A coragem é contagiosa“, disse Snowden no Twitter.

The story behind the ? Courage is contagious.

3. A legalidade ou ilegalidade das ações expostas pelos Panama Papers não é a questão mais importante.

À medida em que jornalistas continuam a examinar a pilha de documentos, muitas perguntas estão centradas em esclarecer se governos e corporações estão ligados a condutas ilegais. No entanto, como o jornalista do site norte-americano Vox Matthew Yglesias escreveu em artigo publicado no domingo (3), os documentos também oferecem “o exame mais minucioso já feito sobre uma realidade banal que esteve escondida por muito tempo diante de nossos olhos. Mesmo que as nações mais ricas e poderosas do mundo tenham se engajado em esforços de cooperação internacional cada vez mais complexos e intensos para amaciar as rodas do comércio global, elas têm deliberadamente escolhido permitir que os membros mais abastados da sociedade ocidental protejam seus bens financeiros de impostos (e, em muitos casos, de divórcios ou falências) ao se aproveitar de empresas de fachada e paraísos fiscais“.

Partindo das observações de Yglesias, o jornalista Glenn Greenwald (do site The Intercept) argumentou que “provar que certo comportamento é ‘legal’ não prova que ele é ético ou justo. Isto é porque sistemas políticos corruptos, por definição, costumam proteger e legalizar exatamente o comportamento que é mais injusto. Jornalismo vital não só expõe o descumprimento da lei. Ele também destaca como sistemas políticos e legais corruptos podem ser cooptados pelos mais poderosos a fim de autorizar legalmente o comportamento destrutivo e atroz que serve aos interesses deles, tipicamente com pouco ou nenhum conhecimento público de que isto está sendo feito“.

4. Muitas pessoas famosas e poderosas estão ligadas às revelações. Aqui estão apenas alguns dos líderes mundiais cujos familiares e sócios próximos estão supostamente envolvidos — até diretamente: o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o presidente ucraniano, Petro Poroshenko; o rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud; o premiê do Paquistão, Nawaz Sharif; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; o presidente sírio, Bashar al-Assad; o presidente chinês, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

5. Há uma aparente falta de pessoas norte-americanas nomeadas no relatório inicial. Adam Johnson, colaborador dos sites norte-americanos AlterNet e FAIR, apontou estas ausências nas redes sociais: “Os EUA são puros e bons e incorruptíveis“, disse Johnson no Twitter.

Tweet Fixado

Everything 👏 is 👏 nothing 👏 until 👏 it’s 👏 something

No entanto, o editor do Süddeutsche Zeitung disse que mais está por vir.

Editor of Süddeutsche Zeitung responded to the lack of U.S. individuals in the documents, saying “Just wait for what is coming next”

6. Não se esqueça do acordo de “livre-comércio” entre os EUA e o Panamá. Semelhante ao infame Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), o Acordo de Promoção Comercial EUA-Panamá foi implementado em 2012.

Segundo Lori Wallach, diretora da ONG de monitoramento de comércio Public Citizen, “quase cinco anos depois da votação do Acordo de Livre-Comércio EUA-Panamá, o vazamento dos Panama Papers prova mais uma vez o quão inteiramente cínicas e insignificantes são as generosas promessas feitas por presidentes e corporações norte-americanas sobre os benefícios econômicos e as reformas políticas que virão desses acordos comerciais. A maior promessa de benefícios vindos do Acordo EUA-Panamá era a de que ele iria acabar com as proteções à confidencialidade dos crimes financeiros do país, além do fim dos paraísos fiscais e das lavagens de dinheiro, mas esse vazamento mostra que a facilitação absurda de crimes financeiros no Panamá se intensificou enquanto as proteções aos investidores do acordo e o selo oficial de aprovação dos EUA aumentaram o fluxo de dinheiro sujo no país“.

Agora, o mesmo elenco de personagens está fazendo promessas igualmente excêntricas sobre os benefícios do Parceria Trans-Pacífico (TPP),”, disse Wallach ao AlterNet, “enquanto, cada vez mais, antigos apoiadores desses pactos estão se juntando a críticos de longa data dizendo que o TPP não dará ganhos econômicos para a maioria dos norte-americanos nem trará melhoras trabalhistas, ambientais ou de políticas de direitos humanos entre seus signatários“.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/6-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-panama-papers.html

07.04.2016
Do portal PERNAMBUCO247,05.04.16

:

Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), fala em “campanha sistemática” da Rede Globo “para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”; ele criticou o fato de a emissora ter gravado “ilegalmente o Ministro Barroso do STF em palestra para estudantes”, “dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”; segundo ele, este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”

Pernambuco 247 – O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, usou sua página pessoal no Facebook para criticar o que ele qualifica como sendo uma “campanha sistemática que a Rede Globo vem fazendo para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”.

No post, datado do dia 31 de março, Bueno destaca que não votou e nem apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, mas diz que a emissora passou dos limites ao gravar “ilegalmente o ministro [Luís Roberto] Barroso do STF em palestra para estudantes e divulga dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”.

O desembargador termina a postagem considerando que este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”.

Confira abaixo a íntegra de seu texto: 

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/224047/Desembargador-critica-%E2%80%9Ccampanha%E2%80%9D-da-Globo-contra-Dilma.htm

23.02.2015

Do portal da UNIVERSIDADE PAULISTA “JÚLIO MESQUITA FILHO”

Por Carolina Silva Pedroso*

Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, Venezuela

Em uma época marcada pela instantaneidade de informações, diante da enorme profusão de dados propiciada pelas redes sociais, a notícia da prisão do prefeito de Caracas se insere: minutos antes de ser detido, Antonio Ledezma utilizou sua conta no Twitter para descrever a truculência com que foi levado de seu gabinete. Foi também nesta rede social que uma série de imagens de pessoas feridas nos protestos contra o governo de Nicolás Maduro, que em fevereiro de 2015 completaram um ano, foi divulgada, muito embora tenha se comprovado que a maioria delas fosse de outros países e situações. 

Em meio a tanto estardalhaço, fica difícil compreender a complexidade da realidade venezuelana. De 2014 para cá, a situação socio-econômica do país tem se deteriorado por conta da escassez de produtos básicos, da alta inflação e da sobrevalorização cambial. Em um contexto de extrema polarização política e agravamento da crise econômica, é difícil apontar mocinhos e vilões, já que as duas principais forças políticas são cúmplices e vítimas neste quadro. Por um lado, Maduro tem tido dificuldades em consolidar-se como liderança dentro e fora do chavismo, além de não conseguir dar respostas eficazes aos problemas imediatos: evasão de divisas, contrabando de gasolina, falta de produtos básicos de consumo, elevação dos preços, violência urbana, entre outros. Por outro, parte da oposição aposta na estratégia de desestabilização, através de boicotes econômicos, como a estocagem ilegal de produtos de primeira necessidade, e atos violentos visando a renúncia do presidente.

Do ponto de vista internacional, a queda do preço do barril de petróleo surge como mais um desafio a ser superado, uma vez que a renda estatal venezuelana está alicerçada nos ganhos obtidos com a exportação deste produto. Em abril de 2002, em um golpe de Estado orquestrado pelos canais privados de televisão, em conjunto com sindicatos patronais, alguns militares e o alto clero da Igreja Católica, com apoio dos Estados Unidos, Hugo Chávez foi retirado do poder.

A ruptura democrática foi saudada com entusiasmo pelos meios de comunicação que sistematicamente publicam notícias negativas sobre a Venezuela, assim como pela Casa Branca. O retorno do líder bolivariano ao palácio de Miraflores, no entanto, de seu em decorrência da grande mobilização popular que tal ato inconstitucional suscitou, fazendo com que os militares leais ao governo agissem para fazer cumprir a Carta Magna.

Diferentemente do contexto de treze anos atrás, Maduro não possui o mesmo apoio da população, sobretudo porque a base eleitoral do chavismo também tem sido castigada pelas dificuldades econômicas, embora o aparato estatal ainda esteja voltado para sua proteção social.

O resultado apertado das eleições presidenciais que disputou com Henrique Capriles e as movimentações de fevereiro de 2014 demonstram que a possibilidade de a oposição chegar ao poder – tanto pela via eleitoral como por um golpe – são cada vez mais palpáveis. Trabalhando com a segunda hipótese, investigações do Serviço de Inteligência Nacional (Sebin) indicaram que Antonio Ledezma estaria participando de um plano golpista, em que o assassinato de Leopoldo López serviria de estopim para o fim da revolução bolivariana.

Ledezma é um político de 60 anos, que esteve diretamente envolvido em uma das maiores ações de violência da história da Venezuela: o Caracazo. Em 1989, o anúncio do aumento do preço da gasolina, que teve impacto direto nas tarifas de transporte público, levou uma multidão às ruas para protestar contra o presidente Carlos Andrés Pérez. Ledezma, no mesmo mês dos protestos, foi nomeado governador do então Distrito Federal e, sob o seu comando, a polícia metropolitana assassinou milhares de pessoas. Durante sua gestão também ocorreram prisões sistemáticas de estudantes, desempregados, moradores de ruas e idosos que reivindicavam suas pensões. Portanto, não seria de todo estranho seu envolvimento em algum plano de ruptura da ordem democrática.

Ainda não foram divulgados maiores detalhes que possam confirmar a existência deste plano, porém com o histórico de desestabilização do chavismo, o atual presidente e sua cúpula carregam um trauma, cuja repetição querem evitar a todo custo. Aos olhos dos que desconhecem as ações da National Endowment for Democracy, agência estadunidense que financia grupos de oposição a governos considerados “pouco democráticos”, pode soar paranoica e autoritária a denúncia feita contra o prefeito de Caracas, que será interpelado judicialmente. Por isso, é preciso olhar no retrovisor da história para verificar que planos deste tipo ocorreram e ainda ocorrem na América Latina. Por sua vez, a radicalização adotada pelo governo de Maduro alimenta ainda mais o ímpeto golpista, fazendo com que haja uma escalada de tensões, o que na pior das hipóteses, aproxima o país de uma guerra civil.

Em suma, na Venezuela hoje estão em disputa dois projetos de sociedade antagônicos: o chavismo e o anti-chavismo. O primeiro conquistou avanços sociais inéditos e inaugurou um ciclo de democracia participativa no continente (fatores que explicam seus sucessivos êxitos eleitorais), mas que nos últimos três anos tem demonstrado não ser mais sustentável sem reformas mais profundas na estrutura produtiva, a fim de mitigar a dependência econômica do petróleo. O segundo está baseado na antítese do primeiro e ainda carece de um projeto que não soe às classes mais baixas como um retrocesso ou a perda de direitos e conquistas que ainda lhe são caros. Neste jogo de soma zero, a negociação tem sido preterida pelos dois lados em nome da defesa intransigente de um projeto. Quem viveu em tempos de Guerra Fria, em que não havia opções a não ser “amigo” ou “inimigo”, já sabe que o resultado não pode ser bom.

*Carolina Silva Pedroso é mestra e doutoranda em Relações Internacionais do Programa San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC-SP), especialista em Venezuela e pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da UNESP.

Este artigo foi publicado originalmente no Estadão Noite de 20 de fevereiro de 2015.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

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Fonte:http://www.unesp.br/portal#!/noticia/16787/como-entender-o-que-acontece-na-venezuela-de-nicolas-maduro/

03.02.2015

Do portal  O BRASIL MUDOU

Estado cumpre seu dever de localizar e incluir os brasileiros mais isolados

Já era final da tarde quando a lancha social do governo federal aportou numa reentrância de floresta amazônica às margens do Igarapé Sobrado, um braço afluente do Rio Negro, no município de Novo Airão, a 140 quilômetros de Manaus (AM). À espera, ao lado de dois cachorros esquálidos, estava um homem franzino, de roupas rasgadas, pés descalços e olhar alheio.

Veríssimo Bizerra Mesquita, 63 anos, é quase cego. Mora sozinho há três anos numa choupana de madeira sem janela ou porta, construída com a ajuda de vizinhos no terreno que lhe foi doado pelo Incra. Para chegar até ele é preciso conhecer bem os vários igarapés da região. Encontrá-lo só foi possível com a ajuda de uma agente de saúde comunitária da localidade, que guiou, rio acima, a equipe volante de assistentes sociais do estado do Amazonas.

Ao perceber quem eram os visitantes, Veríssimo se emociona. “Rezei muito para que vocês viessem e, de repente, estão aqui”. Um único olhar é suficiente para registrar a situação de penúria e extrema pobreza ao redor. Não há cama, móveis, energia elétrica. Moscas rondam as sobras do almoço, restos de arroz e peixe, pescado diariamente com muita dificuldade. Não há fogão, a comida é feita em um pequeno fogareiro de carvão. A cada dois meses, Veríssimo gasta alguns trocados com poucos mantimentos, como açúcar, arroz, feijão e café. As poucas frutas são colhidas ali mesmo, na floresta e, para ter algum trocado, Veríssimo faz o roçado de mandioca de um ou outro vizinho.

Foto de Veríssimo Mesquita

Quase cego, Veríssimo Mesquita vivia isolado no meio da floresta quando foi localizado pela equipe volante de assistência social”

Mais de uma hora de entrevista depois, Veríssimo é encaminhado para consultas médicas e incluído no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Os primeiros resultados acontecem em um mês: após consulta oftalmológica, ele aguarda cirurgia para solucionar seu problema de visão. Também foi encaminhado ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Novo Airão para ter acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas idosas ou deficientes que não consigam se manter sozinhas.

Veríssimo é um dos milhares de brasileiros em situação de extrema pobreza encontrados pela Busca Ativa, estratégia implementada há três anos pelo governo federal para localizar a população ainda não alcançada pela rede de proteção social garantida pelo Sistema Unificado de Assistência Social (Suas) em todo o país. De lá para cá, 1,35 milhão de famílias em situação vulnerável foram localizadas. São pessoas antes invisíveis e sem noção dos seus direitos, localizadas do Norte ao Sul do país, em áreas rurais e urbanas.

É uma mudança de paradigma na forma como trabalha a assistência social hoje no país. O Estado tem o dever de ir atrás da população vulnerável e em extrema miséria, não o contrário, prevê o Plano Brasil sem Miséria. Cerca de 1.200 equipes volantes percorrem periodicamente todos os rincões do país em ações de Busca Ativa.

Para tornar possível o acesso em rios e igarapés, o governo federal entregou 116 lanchas sociais aos municípios. Na região amazônica, inúmeros brasileiros vivem de forma isolada e distante dos centros urbanos, fazendo com que as equipes de assistentes sociais e psicólogos façam longas viagens, nem sempre com o conforto desejado. Já é noite quando a lancha atraca de volta no pequeno porto de Novo Airão.

Todos estão exaustos e suados com o calor úmido, típico da região Norte. A sensação, porém, é a do dever cumprido. Para a psicóloga Regina Andrade, funcionária da Secretaria de Assistência Social do Amazonas, “nada é mais satisfatório do que poder ajudar uma pessoa fazendo com que ela saiba que tem direito aos serviços do Estado”.

No dia seguinte, mal nasce o sol e a lancha social já está pronta para uma nova viagem – percorrer os igarapés do rio Preto, um dos afluentes do rio Negro, no município de Rio Preto da Eva, a 78 quilômetros de Manaus. Desta vez, o objetivo é verificar quem não está recebendo os benefícios regularmente e atualizar os dados do Cadastro Único. Na equipe, quatro assistentes sociais, um psicólogo, um estagiário de Medicina e Francisco Anderson de Brito, secretário de Assistência Social do município.

Quarenta minutos de viagem pelo rio Preto, incluindo 30 em pequenos barcos a motor pelo Igarapé do Pedra, a equipe chega ao casal Laurenilda Batista da Silva, 36 anos, e Arnaldo Pereira da Silva, 28 anos. Os dois estão ilhados depois que a água do rio subiu e, rapidamente, inundou boa parte do terreno e do interior da casa de madeira.

Ali ficou constatado que Laurenilda estava sem receber o Bolsa Família havia mais de dois meses, porque não havia atualizado o cadastro com o novo endereço . “Mudei há pouco tempo de Itacoatiara para o Igarapé do Pedra e não consegui mudar o endereço. Ainda bem que vocês vieram, porque esse dinheiro faz falta”.

Ela conta que o marido é piloto de lancha escolar e leva crianças para a localidade de São Sebastião do Meriti, uma hora rio abaixo. Mas o que ele ganha precisa ser complementado pelo Bolsa Família que, segundo Laurenilda, é essencial para comprar material escolar, roupas e alimentos para os dois filhos.

A equipe segue para novas buscas. Há pelo menos 112 famílias em toda a região em torno do Rio Preto, e seus igarapés. A visita é de casa em casa, parando e conversando com os ribeirinhos, atualizando os dados, incluindo os filhos que nasceram recentemente, identificando as vacinações e as consultas médicas para os idosos.

“É uma ação que fazemos com muita regularidade, porque é necessário manter todas as informações atualizadas para que as famílias recebam seus benefícios em dia”, diz o secretário de Assistência Social de Rio Preto da Eva, Francisco Anderson de Brito, que acompanha as equipes sempre que possível. Além de identificar pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, fora do cadastro de acesso aos programas federais, a Busca Ativa acompanha e atualiza os dados das famílias já atendidas nos serviços sociais básicos de saúde, saneamento, educação, assistência social, segurança alimentar e nutricional.

No início da noite os profissionais atracam no porto de Maniápolis, em São Sebastião do Meriti, mas não para descansar. Eles seguem direto para uma reunião com a comunidade, para falar dos problemas causados pelo uso de drogas. O palestrante é um jovem estudante de Medicina que faz estágio na Secretaria de Assistência Social do Amazonas e vem regularmente de Manaus a Rio Preto da Eva para acompanhar crianças e idosos que precisam de assistência médica.

Rural e urbano – Do outro lado do país, uma equipe volante de assistência social de São José dos Campos, interior de São Paulo, prepara-se para Busca Ativa na comunidade Menino Jesus, no bairro Chácaras Reunidas.

Passa das 10 da manhã. Para chegar ao local, a van com os profissionais precisa sair do asfalto e descer um caminho de chão batido e estreito, difícil de manobrar. A localidade fica no extremo sul do município, local cheio de indústrias. No pequeno vão entre o muro de uma fábrica e uma ribanceira, vários barracos foram levantados.

É nítido o risco que correm os moradores, especialmente numa região com muitas chuvas. Num determinado ponto, a van não pode passar, e a equipe tem que seguir a pé. Aos poucos, do meio de muito lixo e mato, começam a aparecer as primeiras “construções”, de madeira e materiais reciclados.

Foto da famílias de Laurenilda SilvaA família de Laurenilda Silva atualizou os dados do Cadastro Único graças à chegada da lancha da assistência social durante a cheia do rio

Cerca de 100 famílias vivem ali. Na frente de um centro comunitário improvisado, elas estão reunidas, à espera dos assistentes sociais. Parte da comunidade Menino Jesus saiu do extinto Pinheirinho, local que ganhou o noticiário nacional em 2012. Em janeiro daquele ano, uma ordem judicial de reintegração de posse retirou 1,5 mil famílias de uma área particular de 1,3 milhão de metros quadrados em poucas horas.No dia da desocupação, o catador de material reciclável Nelson Sebastião da Silva, 69 anos, estava no hospital devido a uma picada de escorpião. Quando teve alta, viu-se sem nada. Sequer recebeu o vale-aluguel de R$ 500 distribuído pela prefeitura de São José dos Campos. A opção foi viver na comunidade Menino Jesus, levantando novamente um barraco.

Com a inscrição no Cadastro Único, Nelson terá acesso a políticas públicas de seguridade social, como o Minha Casa Minha Vida, assistência médica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele disse não saber que tinha direito aos benefícios. “Pensava que só as mulheres tinham”, explicou.

Como Nelson, outras 22 famílias da comunidade foram inscritas no Cadastro Único na ocasião. “Nosso objetivo é informar que há uma política de acesso a diversos serviços, que podem melhorar a vida da população local,” explicou Eloísa de Oliveira Fisher, coordenadora do programa no município.

Com a Busca Ativa, o Estado cumpre seu papel de encontrar e incluir milhares de brasileiros que viviam excluídos pelas políticas públicas.

Texto: Francisco Marques
Reportagem: Lígia Girão, Lis Weingärtner e Luiz Cláudio Moreira

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Fonte:http://obrasilmudou.mds.gov.br/materia9.html

27.01.2015

Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/economia/167971/Argentina-importa-energia-do-Brasil-Imprensa-ignora.htm

26.01.2015

Do portal OPERA MUNDI

Por Redação | São Paulo

Após acordo com Gregos Independentes, Alexis Tsipras deverá jurar o cargo de primeiro-ministro ainda nesta segunda-feira (26/01)

Após vencer as eleições gregas e ficar a apenas duas cadeiras da maioria absoluta no Parlamento (149 dos 300 assentos), o partido da esquerda radcial Syriza recebeu nesta segunda-feira (26/01) o apoio dos Gregos Independentes, legenda da direita nacionalista, para conseguir formar uma coalizão antiausteridade que governe o país. Com o acordo, Alexis Tsipras, líder do Syriza, irá jurar ainda hoje o cargo de primeiro-ministro.

“Gostaria de dizer, simplesmente, que, a partir deste momento, há governo na Grécia”, disse Panos Kammenos, líder dos Gregos Independentes, após sair de uma reunião com a cúpula do Syriza. O partido nacionalista despontou como a sexta força nas eleições gregas deste domingo (25/01), com 4,75% dos votos (13 cadeiras).

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Agência Efe
 
 Alexis Tsipras, líder do Syriza, se reúne com Panos Kammenos, 
do direitista Gregos Independentes, para formar governo de coalizão na Grécia

A legenda direitista dos Gregos Independentes é tida como pequena, populista e de pouca expressão. Embora concorde com o Syriza sobre a necessidade de rever as medidas de austeridade impostas como contrapartida ao “socorro” financeiro oferecido para lidar com a crise, os dois partidos, agora unidos, discordam em uma série de questões sociais, como imigração.

Além do acordo com a legenda da direita nacionalista, Alexis Tsipras deve buscar ainda o apoio de outros dois partidos: o centrista To Potami, liderado por Stavros Theodorakis, e o Partido Comunista KKE, de Dimitris Kutsumbas.

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Ante os 149 assentos conquistas pelo Syriza, o segundo colocado no pleito legislativo de domingo foi o centro-direita Nova Democracia, do atual premiê, Antonis Samaras, com 76 cadeiras.

Em terceiro, ficou o partido neo-nazista de extrema-direita Aurora Dourada, com 18 representantes no Parlamento. O líder da legenda, Nikolaos Mihaloliakos, e diversas outras figuras do partido, estão ou presos ou sob custódia domicialiar.

Economia

Provável novo ministro das Finanças da Grécia, o deputado do Syriza Yanis Varufakis descartou hoje que a Grécia vá sair da zona do euro após a vitória nas eleições. Em vez de buscar “o confronto”, o novo governo grego negociará construtivamente a reestruturação da dívida do país com Bruxelas e os demais representantes da chamada “troika” — formada por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional).

“Houve um pouco de pose de nossa parte”, declarou o parlamentar de nacionalidade grega e australiana. O deputado explicou que o “importante agora é se sentar e conversar” sobre a melhor maneira de reorganizar o pagamento da dívida grega.

Após a vitória da esquerda radical, a Bolsa de Atenas amanheceu hoje com uma queda de mais de 5% na primeira sessão do dia.

A diretoria do BCE também veio a público hoje para acalmar os ânimos do mercado ao dizer não acreditar que haja risco de contágio a outros países do bloco. O francês Bruno Coeuré, membro do diretório do banco, afirmou que as medidas adotadas pela troika “permitem condições financeiras muito protetoras para o resto da zona do euro”.

Movimentações

As reuniões para formar um novo Executivo na Grécia começaram hoje. O primeiro compromisso de Tsipras foi realizado com Kammenos.

Segundo uma fonte da Syriza, a intenção é que Tsipras jure hoje mesmo o cargo e o novo governo esteja definido amanhã à tarde ou no máximo até quarta-feira pela manhã.

* Com informações da Agência Efe

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/39283/vencedor+de+eleicao+na+grecia+esquerdista+syriza+formara+coalizao+com+direita+nacionalista.shtml

23.01.2015

Do blog TIJOLAÇO,22.01.15

Por Fernando Brito

energia

A imprensa, com estardalhaço, anuncia que o Brasil está importando energia da Argentina e Paraguai.

Está.

Exatos 90 megawatt, ontem.

O equivalente a estrondosos 0,12% dos 73.780 MW consumidos ontem no país.

Uma quantidade, como se vê, ridícula, embora, nesta seca, qualquer 10 mil réis sejam úteis.

Irrelevante, sob qualquer aspecto.

Mas o Brasil importava energia antes?

Sim, e muito mais.

Peguei, ao acaso, um dia de 2002, na crise energética tucana.

Importamos 673 MW da Argentina e do Paraguai no mesmo dia 21 de janeiro de 2002.

Ou 1,89% da carga de 35.647 MW consumida pelo país, proporcionalmente 15 vezes mais.

(Sim, porque o consumo – e a produção – de energia mais que dobraram de Fernando Henrique para cá, embora a população tenha crescido pouco mais de 20%)

Não me recordo de qualquer escândalo por isso.

Até porque, de lá para cá, importamos ou exportamos energia ( e, aí, até 1.000 MW) conforme as disponibilidades  da região sul do Brasil e dos países vizinhos.

Mas, agora, qualquer defeito local, a maioria das distribuidoras de energia, vai virar “prova” de que estamos na iminência de um baita apagão.

O jornalismo, no Brasil, é a política.

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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=24354