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07.04.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

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11,5 milhões de arquivos expõem contas offshore, relações com escândalos globais e acordos financeiros secretos. Confira seis coisas que você precisa saber sobre os Panama Papers, o maior vazamento de documentos secretos da história

Sarah Lazare, AlterNet | Tradução: Camila Alvarenga,Opera Mundi

O Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, sigla em inglês), o jornal alemão Süddeutsche Zeitung e mais de 100 outros parceiros da mídia divulgaram o explosivo vazamento dos “Panama Papers” no domingo (3).

Os documentos são descritos pelo ICIJ, uma rede global de jornalistas investigativos, como “11,5 milhões de arquivos vazados para expor as contas offshore (em território estrangeiro) de líderes políticos mundiais, as relações com escândalos globais e detalhes dos acordos financeiros secretos de empresários que cometem fraudes, traficantes, bilionários, celebridades, estrelas esportivas e mais“.

Mossack Fonseca, o escritório de advocacia baseado no Panamá que foi exposto, supostamente ajudou pessoas ricas e poderosas a esconder e lavar dinheiro, sonegando bilhões de dólares em impostos. A firma possui “escritórios em mais de 35 locais ao redor do planeta, e é uma das principais criadoras de empresas de fachada do mundo — estruturas corporativas que podem ser usadas para esconder os bens de seus donos“, de acordo com o ICIJ. Juntos, os papéis revelam informações de mais de 214 mil empresas offshore ligadas a indivíduos em mais de 200 países e territórios.

Aqui estão seis coisas que você deveria saber sobre essa revelação massiva:

1. Este pode ser o maior vazamento de documentos secretos da história. A escala massiva das revelações dos Panama Papers foi melhor ilustrada por um gráfico produzido pelo Süddeutsche Zeitung. O levantamento do jornal mostra que 2,6 terabytes de informação foram vazados pelos Panama Papers, enquanto que outros casos emblemáticos, como o WikiLeaks (2010) e o SwissLeaks (2014) divulgaram 1,7 e 3,3 gigabytes de informação, respectivamente.

2. Este é o trabalho de um denunciante corajoso. O tuíte a seguir do denunciante da NSA, Edward Snowden, para o anônimo por trás dos Panama Papers diz tudo. “A história por trás dos Panama Papers? A coragem é contagiosa“, disse Snowden no Twitter.

The story behind the ? Courage is contagious.

3. A legalidade ou ilegalidade das ações expostas pelos Panama Papers não é a questão mais importante.

À medida em que jornalistas continuam a examinar a pilha de documentos, muitas perguntas estão centradas em esclarecer se governos e corporações estão ligados a condutas ilegais. No entanto, como o jornalista do site norte-americano Vox Matthew Yglesias escreveu em artigo publicado no domingo (3), os documentos também oferecem “o exame mais minucioso já feito sobre uma realidade banal que esteve escondida por muito tempo diante de nossos olhos. Mesmo que as nações mais ricas e poderosas do mundo tenham se engajado em esforços de cooperação internacional cada vez mais complexos e intensos para amaciar as rodas do comércio global, elas têm deliberadamente escolhido permitir que os membros mais abastados da sociedade ocidental protejam seus bens financeiros de impostos (e, em muitos casos, de divórcios ou falências) ao se aproveitar de empresas de fachada e paraísos fiscais“.

Partindo das observações de Yglesias, o jornalista Glenn Greenwald (do site The Intercept) argumentou que “provar que certo comportamento é ‘legal’ não prova que ele é ético ou justo. Isto é porque sistemas políticos corruptos, por definição, costumam proteger e legalizar exatamente o comportamento que é mais injusto. Jornalismo vital não só expõe o descumprimento da lei. Ele também destaca como sistemas políticos e legais corruptos podem ser cooptados pelos mais poderosos a fim de autorizar legalmente o comportamento destrutivo e atroz que serve aos interesses deles, tipicamente com pouco ou nenhum conhecimento público de que isto está sendo feito“.

4. Muitas pessoas famosas e poderosas estão ligadas às revelações. Aqui estão apenas alguns dos líderes mundiais cujos familiares e sócios próximos estão supostamente envolvidos — até diretamente: o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o presidente ucraniano, Petro Poroshenko; o rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud; o premiê do Paquistão, Nawaz Sharif; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; o presidente sírio, Bashar al-Assad; o presidente chinês, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

5. Há uma aparente falta de pessoas norte-americanas nomeadas no relatório inicial. Adam Johnson, colaborador dos sites norte-americanos AlterNet e FAIR, apontou estas ausências nas redes sociais: “Os EUA são puros e bons e incorruptíveis“, disse Johnson no Twitter.

Tweet Fixado

Everything 👏 is 👏 nothing 👏 until 👏 it’s 👏 something

No entanto, o editor do Süddeutsche Zeitung disse que mais está por vir.

Editor of Süddeutsche Zeitung responded to the lack of U.S. individuals in the documents, saying “Just wait for what is coming next”

6. Não se esqueça do acordo de “livre-comércio” entre os EUA e o Panamá. Semelhante ao infame Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), o Acordo de Promoção Comercial EUA-Panamá foi implementado em 2012.

Segundo Lori Wallach, diretora da ONG de monitoramento de comércio Public Citizen, “quase cinco anos depois da votação do Acordo de Livre-Comércio EUA-Panamá, o vazamento dos Panama Papers prova mais uma vez o quão inteiramente cínicas e insignificantes são as generosas promessas feitas por presidentes e corporações norte-americanas sobre os benefícios econômicos e as reformas políticas que virão desses acordos comerciais. A maior promessa de benefícios vindos do Acordo EUA-Panamá era a de que ele iria acabar com as proteções à confidencialidade dos crimes financeiros do país, além do fim dos paraísos fiscais e das lavagens de dinheiro, mas esse vazamento mostra que a facilitação absurda de crimes financeiros no Panamá se intensificou enquanto as proteções aos investidores do acordo e o selo oficial de aprovação dos EUA aumentaram o fluxo de dinheiro sujo no país“.

Agora, o mesmo elenco de personagens está fazendo promessas igualmente excêntricas sobre os benefícios do Parceria Trans-Pacífico (TPP),”, disse Wallach ao AlterNet, “enquanto, cada vez mais, antigos apoiadores desses pactos estão se juntando a críticos de longa data dizendo que o TPP não dará ganhos econômicos para a maioria dos norte-americanos nem trará melhoras trabalhistas, ambientais ou de políticas de direitos humanos entre seus signatários“.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/6-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-panama-papers.html

26.01.2015

Do portal OPERA MUNDI

Por Redação | São Paulo

Após acordo com Gregos Independentes, Alexis Tsipras deverá jurar o cargo de primeiro-ministro ainda nesta segunda-feira (26/01)

Após vencer as eleições gregas e ficar a apenas duas cadeiras da maioria absoluta no Parlamento (149 dos 300 assentos), o partido da esquerda radcial Syriza recebeu nesta segunda-feira (26/01) o apoio dos Gregos Independentes, legenda da direita nacionalista, para conseguir formar uma coalizão antiausteridade que governe o país. Com o acordo, Alexis Tsipras, líder do Syriza, irá jurar ainda hoje o cargo de primeiro-ministro.

“Gostaria de dizer, simplesmente, que, a partir deste momento, há governo na Grécia”, disse Panos Kammenos, líder dos Gregos Independentes, após sair de uma reunião com a cúpula do Syriza. O partido nacionalista despontou como a sexta força nas eleições gregas deste domingo (25/01), com 4,75% dos votos (13 cadeiras).

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Troika e austeridade viraram ‘coisas do passado’ na Grécia, diz líder do Syriza após vitória

Agência Efe
 
 Alexis Tsipras, líder do Syriza, se reúne com Panos Kammenos, 
do direitista Gregos Independentes, para formar governo de coalizão na Grécia

A legenda direitista dos Gregos Independentes é tida como pequena, populista e de pouca expressão. Embora concorde com o Syriza sobre a necessidade de rever as medidas de austeridade impostas como contrapartida ao “socorro” financeiro oferecido para lidar com a crise, os dois partidos, agora unidos, discordam em uma série de questões sociais, como imigração.

Além do acordo com a legenda da direita nacionalista, Alexis Tsipras deve buscar ainda o apoio de outros dois partidos: o centrista To Potami, liderado por Stavros Theodorakis, e o Partido Comunista KKE, de Dimitris Kutsumbas.

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Ante os 149 assentos conquistas pelo Syriza, o segundo colocado no pleito legislativo de domingo foi o centro-direita Nova Democracia, do atual premiê, Antonis Samaras, com 76 cadeiras.

Em terceiro, ficou o partido neo-nazista de extrema-direita Aurora Dourada, com 18 representantes no Parlamento. O líder da legenda, Nikolaos Mihaloliakos, e diversas outras figuras do partido, estão ou presos ou sob custódia domicialiar.

Economia

Provável novo ministro das Finanças da Grécia, o deputado do Syriza Yanis Varufakis descartou hoje que a Grécia vá sair da zona do euro após a vitória nas eleições. Em vez de buscar “o confronto”, o novo governo grego negociará construtivamente a reestruturação da dívida do país com Bruxelas e os demais representantes da chamada “troika” — formada por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional).

“Houve um pouco de pose de nossa parte”, declarou o parlamentar de nacionalidade grega e australiana. O deputado explicou que o “importante agora é se sentar e conversar” sobre a melhor maneira de reorganizar o pagamento da dívida grega.

Após a vitória da esquerda radical, a Bolsa de Atenas amanheceu hoje com uma queda de mais de 5% na primeira sessão do dia.

A diretoria do BCE também veio a público hoje para acalmar os ânimos do mercado ao dizer não acreditar que haja risco de contágio a outros países do bloco. O francês Bruno Coeuré, membro do diretório do banco, afirmou que as medidas adotadas pela troika “permitem condições financeiras muito protetoras para o resto da zona do euro”.

Movimentações

As reuniões para formar um novo Executivo na Grécia começaram hoje. O primeiro compromisso de Tsipras foi realizado com Kammenos.

Segundo uma fonte da Syriza, a intenção é que Tsipras jure hoje mesmo o cargo e o novo governo esteja definido amanhã à tarde ou no máximo até quarta-feira pela manhã.

* Com informações da Agência Efe

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/39283/vencedor+de+eleicao+na+grecia+esquerdista+syriza+formara+coalizao+com+direita+nacionalista.shtml

02.01.2015
Do portal OPERA MUNDI, 01.01.15
Por Esquerda.net

Pablo Iglesias, líder do partido espanhol Podemos defende que as eleições gregas podem ser o primeiro passo para uma mudança na Europa.
reproduçãoNum artigo de opinião publicado esta terça-feira no diário espanhol El Mundo, o secretário-geral do Podemos confronta as elites europeias ligadas ao poder financeiro com a sua inquietação ante “os ventos de mudança” que sopram da Europa do Sul.

Para Pablo Iglesias, a hegemonia destas elites sobre a vontade dos Estados está a ser posta em causa na Grécia, mas também em Espanha e o nervosismo das bolsas europeias ante a possível vitória do Syriza nas eleições gregas do próximo mês é a prova disso.

Para o líder do Podemos, “nos próximos dias veremos os fundos de investimento agitarem o medo para tentarem influenciar o voto dos gregos e veremos os seus partidos, chamem-se Nova Democracia, PP, PASOK ou PSOE, repetir que se deve fazer o mesmo que nos levou ao desastre”.

“Será que temem que depois dos gregos chegue a vez dos espanhóis votarem? Será que os preocupa que daqui a um ano ou dois, haja movimentos populares poderosos que defendam as conquistas dos governos da mudança? Será que temem a reemergência de uma sociedade civil europeia que reivindique as bases sociais e democráticas do sonho europeu que nos deixou o antifascismo?”, são algumas das questões colocadas por Iglesias neste artigo de opinião.

Mas Iglesias lembra que “há momentos na história em que a democracia se impõe sobre o medo” e que apesar da “margem de manobra no atual e inevitável marco da União Europeia ser pequena”, os povos do Sul da Europa estão dispostos a “avançar para uma Europa onde a justiça social e a soberania popular sejam as bases de uma democracia que saberá impor-se sobre o medo”
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Iglesias-As-elites-e-os-seus-partidos-estao-nervosos-/4/32540