Posts com Tag ‘golpe de estado’

22.03.2017
Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR, 
Por  Jeferson Miola

Janot seguiu Maquiavel: ‘aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei’. Os golpistas, mesmo com indícios de crimes, serão embalados no berço do STF.

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.

Janot seguiu fielmente Maquiavel: “aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”. Os golpistas, cujos indícios de crimes são contundentes, com provas de contas no exterior, jantares no Palácio Jaburu, códigos secretos para recebimento de dinheiro da corrupção e “mulas” para carregar propinas, serão embalados no berço afável do STF.

Lula, sobre quem não existe absolutamente nenhuma prova de crime, foi denunciado por Janot e será julgado por Sérgio Moro, um juiz parcial, que age como advogado de acusação. Ele é movido por um ódio genuíno e dominado por uma obsessão patológica de condenar Lula com base em convicções [sic]. Janot entregou a este leão faminto e raivoso a presa tão ansiada.

Os fatores que permitem prospectar esta hipótese da sacanagem do Janot são:

1-as listas parciais divulgadas em 14 e 15/03/2017 implodiriam qualquer governo, quanto mais o apodrecido e ilegítimo governo Temer – implodiriam, mas não implodirão, porque estamos num regime de exceção;

2-foram denunciados nada menos que: seis ministros [Padilha, Moreira Franco, Aloysio Nunes, Bruno Araújo, Kassab e Marcos Pereira] os dois sucessores naturais do presidente em caso de afastamento do usurpador [Rodrigo Maia e Eunício Oliveira] o idealizador da “solução Michel” para estancar a Lava Jato, atual presidente do PMDB [Romero Jucá] o presidente do PSDB [Aécio “tarja-preta”] quatro senadores da base do governo cinco governadores três deputados que apóiam Temer três senadores da oposição dois deputados de oposição;

3-uma pessoa iludida poderia concluir: “é uma decisão corajosa e imparcial do Janot”; afinal, ele investiga personagens poderosos e, aleluia, inclusive o PSDB. Ilusão: esta é, exatamente, a manobra diversionista do Janot;

4-os denunciados do governo golpista, todos eles, inclusive os sempre protegidos tucanos, têm foro privilegiado, e por isso serão investigados pelo STF, e não nas instâncias inferiores do judiciário [com minúsculo]. É verdade que Janot denunciou também golpistas sem foro privilegiado. Esses, porém, são as “genis” Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, já presos; e Geddel Vieira Lima, que já está no corredor do cárcere;

5-o supremo [com minúsculo], demonstram estudos da FGV, é a instância mais lenta, mais politizada [eventualmente mais partidarizada, para não dizer tucana] e mais inoperante do judiciário. A primeira lista do Janot, por exemplo, entrou no sumidouro do STF há dois anos [em março/2015], e lá dormita até hoje, sem nenhuma conseqüência na vida dos políticos denunciados por corrupção;

6-a composição ideológica do STF é aquela mesma que, agindo como o Pôncio Pilatos da democracia brasileira, lavou as mãos no processo do impeachment fraudulento, e assim converteu o supremo em instância garantidora do golpe de Estado que estuprou a Constituição para derrubar uma Presidente eleita com 54.501.118 votos;

7-é fácil deduzir, portanto, qual será a tendência do STF na condução dos processos dos golpistas. Se esses julgamentos iniciarem antes de 2021, será um fato inédito.

A lista do Janot é um instrumento ardiloso da Lava Jato e da mídia para a caçada do Lula. Janot faz como o quero-quero, pássaro que grita longe do ninho para distrair os intrusos, afastando-os dos seus filhotes.

As instituições do país estão dominadas pelo regime de exceção que violenta a Constituição para permitir um processo agressivo e continuado de destruição dos direitos do povo, das riquezas do país e da soberania nacional.

O anúncio imediato da candidatura presidencial do Lula, abrindo uma etapa de mobilizações permanentes e gigantescas do povo, é a urgência do momento. É a garantia de proteção popular do Lula contra os arbítrios fascistas do regime de exceção e, ao mesmo tempo, fator que pode modificar a correlação de forças na sociedade.

O êxito dos protestos deste 15 de março, que levaram milhões de trabalhadores às ruas em todo o país, é um sinal positivo da retomada da resistência democrática e da luta contra o golpe e os retrocessos.

A democracia e o Estado de Direito somente serão restaurados no Brasil com a mobilização popular intensa e radical, e a candidatura do Lula é um motor para esta restauração.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-truque-do-Janot-para-implodir-a-candidatura-do-Lula/4/37868

03.04.2016
Por Irineu Messias atualizada em 04.04.16, ás 18.51

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31 de março,Recife. Juntos com os movimentos sociais, estudantes, artistas e intelectuais, gritamos bem alto em defesa da Democracia: “Não Vai Ter Golpe”!  Fora Globo Golpista”!

A intensa movimentação dos partidos de oposição na luta pelo impeachment da presidenta Dilma, revelou-se como uma real, perigosa tentativa de aplicar  um Golpe de Estado na nossa jovem democracia.

Os partidos golpistas (PSDB,PMDB DEM, PPS, SD), em conluio com a grande mídia brasileira, capitaneada pela Rede Globo, tentaM enganar a população, dizendo ser correto os motivos para cassar o mandato da presidenta Dilma, por meio do impeachment.Alegam que este procedimento está previsto na Constituição Federal, o que em parte é verdade. Em parte. No entanto, a mesma Constituição prevê também(e isto os golpistas  fazem  questão de não esclarecer ) que é preciso haver crime de responsabilidade(clique aqui e entenda) e até o presente momento os golpistas  não conseguiram e não conseguirão provar que a presidenta cometeu.

Juristas de renomes de todo o Brasil já se pronunciaram dizendo que a presidenta Dilma, não cometeu nenhum crime(clique aqui) por conta das pedaladas fiscais(clique aqui),  e assinaram um manifesto contrário ao famigerado processo de impeachment aberto por um dos maiores corruptos do Congresso Nacional, Eduardo Cunha, já denunciado pelo STF,  e muito outros golpistas sem moral,  que continuam apoiando-o e defendendo que ele, Cunha, conduza o tal procedimento ilegal, que embora previsto da Constituição, mas que TEM QUE PROVAR SE HOUVE CRIME DE RESPONSABILIDADE . Ademais, os principais líderes do impeachment estão sendo investigados, denunciados por corrupção.  Paulinho da Força(do Solidariedade), Agripino Maia( DEM), Raul Jungan( recentemente descoberto na lista da Odebrecht), Aécio Neves( delatado OITO vezes na Lava Jato, e nada acontece com ele), José Serra, Jarbas Vasconcelos(PMDB.PE),Mendonça Filho(DEM.PE),Rubens Bueno(PPS.PR), e tantos outros envolvidos em escândalos de corrupção.

Para nos convencermos que um golpe realmente está em curso, basta perceber que as mesmas entidades que apoiaram o Golpe Militar de 1964(clique e veja), declaram de novo, apoio a este novo Golpe, agora político-midiático-judicial, ei-las: TV Globo(Globo Golpista), Folha de S.Paulo, Fiesp, jornal o Globo, Diários Associados( Correio Brasiliense, Estado de Minas, etc),  OAB nacional. Todas essas entidades estão financiando  golpe, não apenas contra a presidenta Dilma ou  PT, mas principalmente contra a Democracia Brasileira, que para retomá-la em 1985, custou a vida de muitos inocentes, que foram torturados, cassados  seus direitos civis,foram mortos e outros exilados.

Os servidores públicos federais, particularmente, nós da Previdência Social, não podemos assistir de camarote a esta  tentativa de Golpe.Essas forças golpistas nos detestam; destruíram nossas liberdades(milhares de servidores públicos federais foram perseguidos e expulsos do serviço público), precarizaram o serviço público; acabaram-se os concursos públicos(só entrava quem tinha “pistolão”, ou famoso  QI).Poderemos ter nossas liberdades sindicais cassadas, como aconteceu em 1964, pois éramos proibidos de fazer greves, de ter sindicatos e  tantos outros direitos que nos foram cassados.

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Portanto, temos que nos somar aos movimentos sociais,aos  intelectuais, aos artistas, aos juristas, aos estudantes, aos sindicatos, ao MST, a CUT e aos  partidos que defendem o Estado Democrático de Direito, e gritarmos bem alto: “Não Vai Ter Golpe”.Nossa militância nas ruas e nas redes sociais, contra o Golpe, é muitíssimo importante!

Não é preciso gostar do PT, de Dilma ou de Lula. Pois muita gente,  nem votou neles, mas nos  dias 18 e 31 de março, foram às ruas, porque finalmente caiu a ficha e perceberam que o golpe é contra a Democracia Brasileira.

As pessoas finalmente perceberam, que o  Juiz Moro, transformou-se numa marionete da Globo Golpista, ficando explicitado para muitos brasileiros que sua cruzada justiceira só atingiu até agora um lado: o PT e seus aliados.Se tiverem culpa que sejam mesmo julgados mas respeitando as leis e o devido processo legal.

Entretanto quando as investigações chegam aos políticos da oposição, principalmente no PSDB, nada acontece. O   exemplo disto é  Aécio Neves, OITO VEZES delatado na Lava Jato e nada aconteceu contra ele!Ficando claro que a LAVA JATO  é  uma operação para cassar o PT e provocar um Golpe de Estado com a ajuda da Grande Mídia, capitaneada pela Rede Globo, que em 1964 foi a principal articuladora do Golpe Militar, que cassou por 23 anos nossos direitos civis. Agora, contudo, temos a internet, que por meio das redes sociais vem desmascarando o verdadeiro intento dos golpistas: impedir que a Lava Jato vá até o seu final, e mostre para o Brasil que todo o sistema eleitoral brasileiro, desde 1980 está contaminado pelo dinheiro dos empresários, e  que não apenas  começou nos “governos do PT”, como a Mídia Golpista repete manipuladamente.

Por  fim, esperams que o Supremos Tribunal Federal, ponha um freio de arrumação nesta justiça partidária,seletiva e golpista, punindo exemplamente todos que cometeram crimes, inclusive o Sr. Sérgio Moro, que infringiu a Lei de Segurança Nacional, ao grampear a presidência da República; se fosse nos Estados Unidos ou na Rússia, a esta hora ele já estaria na preso.

Portanto, caros colegas servidores da Previdência conclamo a todos, que saiam à luta e defendam com todas as suas forças a nossa jovem democracia, contra uma FIESP golpista, que destesta o serviço público e mais ainda seus servidores; denunciem o golpismo da TV Globo, que sempre odiou os servidores públicos;  sempre fez reportagens negativas sobre nós servidores públicos. Nas nossas greves, sempre nos detonou, sempre procurou manchar nossa imagem perante a opinião pública.

Usem as redes sociais para defender a democracia brasileira seriamente ameaçada por esses golpistas sem moral. Tem muita gente que não votou e nem vota no PT, como os integrantes do PSOL e  de  outros  segmentos sociais,  mas  por entenderem que a democracia brasileira  estáseriamente  ameaçada, estão saindo às ruas contra o Golpe.

 

Finalizo com uma célebre frase de nosso grande Ruy Barbosa: “O que me incomoda não é o barulho dos homens maus, mas o silêncio dos  bons”.

Defender a democracia, é defender o serviço público. E quando ocorrea a  ruptura de um regime democrático, o primeiro a ser atingido é o serviço público e principalmente seus servidores.

Avante , companheiros!

Em defesa da Democracia! Não Vai Ter Golpe!

LEIA MAIS:

NÃO AO GOLPE! EM DEFESA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA!

19.04.2016
Do portal da Agência Brasil
Por  Ana Cristina Campos e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do país que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional.

“Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país no regime presidencialista a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram”, afirmou Dilma, em entrevista a veículos estrangeiros no Palácio do Planalto.

Dilma também ressaltou que se crise econômica fosse argumento “para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos países desenvolvidos que sobrevivesse à profunda crise econômica com desemprego”. Para ela, não é por causa da crise econômica que está ocorrendo a crise política.

A presidenta destacou que a crise atual está acontecendo pelo fato de a eleição de 2014 ter sido vencida por uma margem estreita, de pouco mais de 3 milhões de votos. A petista recebeu 54 milhões de votos. “Essa eleição perdida por essa margem tornou no Brasil a oposição derrotada bastante reativa a essa vitória e por isso começaram um processo de desestabilização do meu mandato desde o início dele. Este meu segundo mandato, há 15 meses, tem o signo da desestabilização política”, afirmou.

Os deputados aprovaram neste domingo (17), por 367 votos a favor e 137 contra, o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Em uma entrevista concedida à imprensa ontem (18), Dilma disse se sentir indignada e injustiçada com a decisão da Câmara dos Deputados.

Se a admissibilidade do afastamento for aprovada também pelos senadores, a presidenta será afastada do cargo por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si e define se Dilma terá o mandato cassado.

Edição: Denise Griesinger

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-04/dilma-rousseff-brasil-tem-um-veio-golpista-adormecido

07.04.2016
Do portal PERNAMBUCO247,05.04.16

:

Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), fala em “campanha sistemática” da Rede Globo “para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”; ele criticou o fato de a emissora ter gravado “ilegalmente o Ministro Barroso do STF em palestra para estudantes”, “dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”; segundo ele, este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”

Pernambuco 247 – O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, usou sua página pessoal no Facebook para criticar o que ele qualifica como sendo uma “campanha sistemática que a Rede Globo vem fazendo para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”.

No post, datado do dia 31 de março, Bueno destaca que não votou e nem apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, mas diz que a emissora passou dos limites ao gravar “ilegalmente o ministro [Luís Roberto] Barroso do STF em palestra para estudantes e divulga dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”.

O desembargador termina a postagem considerando que este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”.

Confira abaixo a íntegra de seu texto: 

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/224047/Desembargador-critica-%E2%80%9Ccampanha%E2%80%9D-da-Globo-contra-Dilma.htm

06.04.2016
Do portal BRASIL247

:
Por meio do colunista Merval Pereira, principal porta-voz dos interesses da família Marinho, o grupo Globo denunciou como “golpe” a proposta de novas eleições apresentada pela Folha no último domingo no editorial “Nem Dilma nem Temer”; posição da Folha atende aos interesses de Marina Silva, que também pede novas eleições, enquanto a Globo está fechada com o vice Michel Temer, que também tem apoio de tucanos como Aécio Neves; a verdade, no entanto, é que tanto as saídas defendidas pela Globo como pela Folha são golpistas; o único caminho democrático é o respeito à soberania popular e à Constituição, que não prevê a possibilidade de impeachment sem crime de responsabilidade

247 – Por meio do colunista Merval Pereira, principal porta-voz dos interesses da família Marinho, o grupo Globo denunciou como “golpe” a proposta de novas eleições apresentada pela Folha no último domingo no editorial “Nem Dilma nem Temer”.

‘Não passa de um golpe, esse, sim, significando uma ruptura institucional, como bem definiu o novo presidente do PDMB, senador Romero Jucá. Junte-se essa proposta esdrúxula com a decisão do ministro do Supremo Marco Aurélio Mello de determinar que a Câmara aceite pedido de impeachment contra Temer feito por um advogado, e teremos uma visão completa do caos institucional em que estamos mergulhados’, escreveu Merval.

A posição da Folha atende aos interesses de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, que também pede novas eleições, enquanto a Globo está fechada com o vice Michel Temer, que também tem apoio de tucanos como Aécio Neves.

A verdade, no entanto, é que tanto as saídas defendidas pela Globo como pela Folha são golpistas. O único caminho democrático é o respeito à soberania popular e à Constituição, que não prevê a possibilidade de impeachment sem crime de responsabilidade
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/224126/Globo-agora-acusa-a-Folha-de-golpismo.htm

05.05.2015

Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR, 

Nasceu a frente de esquerda ordenada na certeza de que o governo Dilma será aquilo que a rua conseguir que ele seja. E uma voz rouca avisou: ‘Vou à luta’

por: Saul Leblon

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Alguma coisa de muito importante aconteceu no histórico Vale do Anhangabaú, em São Paulo, nesta sexta-feira, 1º de Maio.
 
Quem se limitou ao informativo da emissão conservadora perdeu o bonde.
 
O tanquinho de areia do conservadorismo, sugestivamente deixou escapar o principal ingrediente desta sexta-feira, que pode alterar as peças do xadrez político brasileiro.
 
Preferiu o glorioso jornalismo cometer pequenas peraltices.
 
Tipo contrastar a imagem de Lula com um cartaz contra o arrocho de Levy, como fizeram os petizes da Folha.
 
Blindagens ideológicas e cognitivas ilustram um traço constitutivo daquilo que os willians  –Bonner e Waack—denominam de ética da informação.
 
Trata-se de não informar, ou camuflar o principal em secundário. E vice versa.
 
Não houve sorteio de geladeira no 1º de Maio da esquerda brasileira. Mas os assalariados talvez tenham tirado ali a sorte grande – a mais valiosa de todos os últimos maios.
 
No gigantesco palco de mobilizações épicas, que reuniu um milhão de pessoas há 31 anos para lutar por eleições diretas, a história brasileira deu mais um passo que pode ser decisivo para impulsionar vários outros nos embates que virão.
 
Porque virão; com certeza virão.
 
Essa certeza permeava o Dia do Trabalhador na larga manhã da sexta-feira no Anhangabaú.
 
A engrenagem capitalista opera um conflito independente da vontade de seus protagonistas. A direção que ele toma, porém, reflete o discernimento histórico dos atores sociais de cada época.  
 
A chance de que o embate resulte em uma sociedade melhor depende, portanto, de quem assumir o comando do processo.
 
As lideranças que estavam no Anhangabaú deram um passo unificado nessa direção.
 
Que esse movimento tenha escapado às manchetes faceiras ilustra a degeneração de um aparato informativo que já não consegue se proteger de suas próprias mentiras.
 
Os que enxergam no trabalho apenas um insumo dos mercados, um entre outros, nivelaram a importância do Anhangabaú ao que acontecia no palanque do Campo de Bagatelle quase à mesma hora.
 
Lá se espojavam aqueles que com a mesma sem cerimônia risonha operam a redução do custo da ‘matéria-prima humana’ no Congresso brasileiro.
 
Sorteios de carros e maximização da mais-valia compõem a sua visão de harmonia social, que remete ao descanso da chibata na casa grande em dia de matança de porco.
 
Vísceras, os intestinos, eram franqueados então com alguma generosidade nos campos de Bagatelle pioneiros, em que paulinhos ‘Boca’ vigiavam a fugaz confraternização da casa grande com a tigrada ignara sob sua guarda.
 
A mais grave omissão  do ciclo de governos progressistas iniciado em 2003  foi não ter afrontado essa tradição de forma organizada, a ponto de hoje ser ameaçado por ela.
 
Porque muito se fez e não pouco se avançou em termos sociais e econômicos, mas esse flanco ficou em aberto.
 
O vazio era tão grande que se cultivou a ilusão de que avanços materiais seriam suficientes para impulsionar o resto por gravidade.
 
A primeira universidade brasileira, contou Lula no Anhangabaú, só foi construída em 1920.
 
Colombo descobriu a América em 1492.
 
Em 1507, 15 anos depois de chegar à República Dominicana,  Santo Domingo já construía sua primeira universidade.
 
A elite brasileira demorou quatro séculos anos para fazer o mesmo, reverberou Lula.
 
Tome-se o ritmo de implantação do metrô em duas décadas de poder tucano em São Paulo.
 
Compare com a extensão em dobro da rede mexicana, ou a dianteira argentina, chilena etc.
 
O padrão não mudou.
 
O que Lula estava querendo dizer ao povo do Anhangabaú tinha muito a ver com isso: o desenvolvimento brasileiro não pode depender de uma elite que continua a dispensar ao povo os intestinos do porco.
 
O recado para quem não enxerga diferença entre um governo progressista e a eterna regressão conservadora protagonizada agora pelos sinhozinhos Cunha, Aécio, Beto Richa, Paulo Skaf… foi detalhado e repisado.
 
Foi um metalúrgico sem diploma, espicaçou aquele que ocupa a vaga de melhor presidente do Brasil na avaliação popular, quem promoveu a mais expressiva democratização da educação brasileira.
 
Nos governos do PSDB a tradição colonial se manteve.
 
O sociólogo poliglota não construiu nenhuma universidade em notável coerência com a obra que traz a sua assinatura como autor e protagonista: a teoria do desenvolvimento dependente.
 
Para que serve uma universidade se já não faz sentido ter projeto de nação?
 
Lula criou 18 universidades.
 
Reescreveu na prática a concepção de soberania no século XXI. Instalou-a na fronteira expandida entre a justiça social, a integração latino-americana e o fortalecimento dos BRICs.
 
A nostalgia colonial-dependente, ao contrário, orientou o ciclo da República de Higienópolis na frugal atenção dispensada à formação de quadros para o desenvolvimento.
 
FHC não assentou um único tijolo de escola técnica em oito anos em Brasília.
 
Para que escola técnica se a industrialização será aquela que o livre comércio da ALCA permitir?
 
Juntos, Lula e Dilma fizeram 636 até agora.
 
Com o Prouni, o número de jovens matriculados nas universidades brasileiras passou de 500 mil para mais de 1,4 milhão.
 
Em vez de herdar as vísceras da sociedade, tataranetos de escravos, índios e cafuzos, cujos pais muitas vezes sequer concluíram a alfabetização, começaram a ter acesso a uma vaga no ensino superior pelas mãos do metalúrgico e da guerrilheira mandona.
 
Sim, tudo isso é sabido. A ‘novidade’ agora é desfazer do sabido.
 
Mas Lula somou ao histórico a estocada que calou fundo no silêncio atento do Anhangabaú.
 
O retrospecto do ex-presidente cuja cabeça é solicitada a prêmio a empreiteiros com tornozeleira prisional, tinha por objetivo desnudar o escárnio embutido no projeto de redução da maioridade penal.
 
As elites agora, fuzilou um Lula mordido e determinado, querem se proteger do legado criminoso de cinco séculos, criminalizando a juventude pobre do país.
 
Passos significativos foram dados em seu governo para minar a senzala que ainda pulsa no metabolismo da sociedade brasileira.
 
Mas a voz rouca machucada atesta o golpe por haver se descuidado do embate que viria contra aqueles que mostravam os caninos como se fosse sorriso.
 
Agora se vê, eram maxilares de feras.
 
À primeira turbulência do voo incerto e instável da dinâmica capitalista o sorriso virou mordida de pitbull.
 
A pressão coercitiva mobiliza diferentes maxilares: o do juiz  em relação aos suspeitos da Lava Jato que visa a jugular do PT e do pré-sal; o do ajuste recessivo que ameaça com o caos;  o da terceirização que coage com o desemprego maciço; o da exigência branca à renúncia de Lula a 2018 –ou arcará com a suspeição perpétua que a lixeira da Abril e da Globo despeja semanalmente no aterro mental da classe média.
 
Coube ao presidente da CUT, Vagner Freitas, marcar a ruptura com a omissão histórica que abriu o flanco da história brasileira ao jogral espoliador da democracia e da sociedade.
 
Didático, habilidoso, o líder sindical chamou um a um os representantes das centrais, movimentos e partidos presentes no 1º de Maio do Anhangabaú.
 
Aos olhos de milhares de pessoas, gente do povo basicamente, uns que vieram porque são organizados  — outros, porque pressentem que um perigo ronda o Brasil nesse momento, Vagner materializou o passo seguinte há muito esperado e cobrado por todos aqueles que sabem o motivo pelo qual o governo Dilma hoje engole os sapos que rejeitava ontem.
 
A avalanche intimidadora que em poucos meses virou de ponta cabeça o programa vitorioso em 26 de outubro não cessará, a menos que a detenha uma frente política de abrangência e contundência maior que a resistência dispersa das partes nos dias que correm.
 
Foi essa mutação que o vale do Anhangabaú assistiu nesse 1º de Maio.
 
O presidente da CUT chamou para a frente do palco os dirigentes da Intersindical e da CBT, chamou Gilmar, do MST, chamou Boulos, do MTST, e outros tantos; e através deles convocou quase duas dezenas de organizações presentes.
 
Vagner apresentou ao Anhangabaú a unidade da esquerda brasileira em torno de uma linha vermelha a ser defendida com unhas e dentes: a fronteira dos direitos, contra a direita.
 
Fez mais que retórica, porém.
 
Submeteu ao voto dos ocupantes da praça e do palco uma agenda de lutas.
 
Devolveu ao 1º de Maio a identidade de uma assembleia popular de quem vive do seu trabalho.
 
Braços erguidos, o Anhangabaú aprovou uma contraofensiva ao cerco conservador.
 
‘Anote’, disse Vagner ao final dos escrutínios: dia nacional de protesto em 29/05, para pressionar o Senado a rejeitar o PL 4330; uma greve geral, caso o Congresso aprove a medida; e uma marcha a Brasília para levar Dilma a rejeitar o projeto, caso passe no Senado.
 
Engana-se quem acredita que isso saiu de graça.
 
Vagner Freitas uniu as forças da esquerda porque a CUT, a partir de agora, comprometeu-se a lutar lado a lado, unida aos demais movimentos e organizações, contra projetos de lei que arrochem direitos e conquistas dos trabalhadores.
 
Foi um realinhamento do desassombro com a responsabilidade histórica da esquerda que fez desse Dia do Trabalhador uma singularidade capaz de produzir outras mais.
 
Em boa hora.
 
A crise econômica vai se agravar nos próximos meses; esse era o consenso subjacente à união selada no palanque.
 
O conservadorismo saltará novos degraus em direção ao golpe –seja na forma do impeachment ou na tentativa de proscrever o PT e com ele as chances eleitorais do campo progressista em 2018.
 
O êxito do ajuste recessivo do ministro Joaquim Levy depende do desajuste do emprego e da expropriação dos ganhos reais de salários acumulados nos últimos anos (de 70% no caso do salário mínimo)
 
Estamos na primeira volta do torniquete.
 
Mas a renda real do trabalhador já registrou uma perda da ordem de 4% em março, em relação a igual período de 2014.  
 
A evolução do desemprego não é menos cortante.
 
Os dados reunidos em nota técnica da Fundação Perseu Abramo são claros: vive-se uma escalada.
 
A taxa desemprego medida pelo IBGE subiu forte nas grandes capitais em março: 6,2%.
 
Era de 5,9% em fevereiro; 5,3% em janeiro; 5% em março de 2014
 
Despejar a conta do ajuste nas costas do assalariado significa submeter o custo do trabalho à pressão de uma turquesa feita de desemprego e queda do poder de compra.
 
Espremidos, os assalariados serão convocados a apoiar falsas promessas de desregulação redentora de vagas, a exemplo do PL 4330.
 
Na semana passada o Banco Central elevou em mais meio ponto a taxa de juro, que já é a mais alta do planeta.
 
É a senha do choque.
 
Apenas essa pisada custará mais R$ 12 bilhões em 12 meses aos cofres públicos: juros adicionais sobre uma dívida pública de R$ 2,4 trilhões.
 
O impasse está contratado.
 
De um lado, a recessão derruba a receita e o emprego; de outro, o governo é intimado a carrear mais recursos escassos à ração gorda dos rentistas.
 
Menos receita com mais gastos.
 
Essa é a fórmula clássica para tanger um governo –qualquer governo que não disponha de uma hegemonia baseada em ampla organização popular– ao precipício das privatizações saneadoras e dos cortes de programas e investimentos devastadores.
 
Quem acha que a ganância será saciada com a terceirização deveria informar-se sobre as novidades no mundo do trabalho inglês.
 
Sob o comando de engomados filhotes de Tatcher a economia britânica experimenta um novo patamar de flexibilização do mercado de trabalho.
 
A modalidade just-in-time já caracteriza 2,5% da mão de obra empregada, informa o jornal El País, sendo o segmento que mais cresce na economia.
 
A pedra filosofal desse novo assalto à regulação trabalhista é o vínculo empregatício baseado em salário zero.
 
Em que consiste a coisa notável?
 
Consiste em estocar mão de obra às custas da própria mão de obra.
 
Quando necessário aciona-se o almoxarifado social pagando apenas as horas efetivamente usadas do ‘insumo’.
 
Marx, você não entendeu nada de baixar o custo de reprodução da mão de obra.
 
Em vez da CLT, um taxímetro.
 
No futuro a metáfora poderá assumir contornos reais mais sofisticados, como um chip subcutâneo que permita monitorar o empenho muscular para seleção dos mais aptos.
 
Esse, o admirável  mundo novo descortinado do palanque do Campo de Bagatelle no 1º de Maio de 2005 pelos sorridentes perfis de Cunha, Aécio e Paulinho ‘Boca’, da Força.
 
Afrontar esse horizonte em marcha é o que ultimou a união da esquerda no extremo oposto da cidade no mesmo dia.
 
Tolice supor que centrais paralelas à CUT, como a Intersindical, ou o aguerrido Guilherme Boulos, prestar-se-iam a uma cenografia unionista alegórica no Dia do Trabalhador.
 
O que se assistiu no Anhangabaú foi o nascimento de um pacto.
 
Que tem agenda e eixo de luta ancorados no entendimento de que o governo Dilma será aquilo que a rua conseguir que ele seja.
 
Não desobriga a Presidenta de honrar compromissos de campanha, a começar pela rejeição ao vale tudo do PL 4330.
 
Mas divide o desafio da coerência.
 
Construi-la requer uma nova correlação de forças indissociável de uma frente ampla progressista.
 
Quem mesmo assim continua a duvidar da determinação pactuada no legendário Anhangabaú, deve ouvir (abaixo) a íntegra do pronunciamento visceral do mais aplaudido orador do dia.
 
Lula fechou o ato com um aviso à direita buliçosa.
 
Essa que ao mesmo tempo o desdenha como líder morto, mas oferece a liberdade como recompensa ao pistoleiro capaz de alvejá-lo com uma denúncia mortal.
 
Qual?
 
Qualquer denúncia. Desde que impeça a assombração das elites de reaparecer como candidato em carne e osso em 2018.
 
No 1º de Maio de 2015, a voz do fantasma ecoou mais rouca e forte que nunca.
 
Para dizer ao conservadorismo golpista, antinacional e anti-trabalhador: o ectoplasma não vai esperar até 2018.
 
‘Vou correr o Brasil, vou me encontrar com trabalhadores, com jovens, operários, camponeses e empresários…’
 
‘Eu aceito o desafio’, disparou a voz rouca, ferida, ressentida, mas convencida de que ainda tem uma tarefa incontornável a cumprir no país: terminar o que começou, tarefa que o mercado sozinho jamais o fará.
 
Cunha, Aécio, Skaf não se iludam com o noticiário generoso dos petizes da Folha.
 
Algo mudou no Brasil neste 1º de Maio de 2015.
 
E não foi apenas o preço do aluguel do sindicalismo de Bagatelle.
 
Ouçam a fala de Lula no Anhangabaú: aqui
 
 
https://soundcloud.com/institutolula/lula-discursa-durante-ato-politico-do-dia-do-trabalhador-em-sao-paulo

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editorial/A-crise-vai-se-agravar-mas-a-esquerda-se-uniu-e-Lula-voltou/33391

23.04.2015

Do portal da CUT NACIONAL, 17.04.15

                                                 Fora Globo Imagem de capa do perfil criado no facebook

Pela extensa ficha corrida que tem, a TV Globo fará 50 anos sob protestos. A CUT é uma das entidades que assinam o manifesto a seguir. Saiba como participar clicando aqui.

A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra de ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.

A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal O Globo Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.

Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 1980. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.

A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito. Esse clima de controle e censura oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editorial que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público, em vez da submissão à ânsia de poder de grupos privados.

Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.

Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos. Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de abril uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.

Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.

Assinam:

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular
Blog da Cidadania
Blog Maria Frô
Blog O Cafezinho
Blog Viomundo
Brasil de Fato
Campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político
Centro de Estudos Barão de Itararé
Consulta Popular
Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços
CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT- Central Única dos Trabalhadores
Enegrecer- Coletivo Nacional de Juventude Negra
FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
Fora do Eixo
FUP- Federação Única dos Petroleiros
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
Intervozes
Jornal Página 13
Juventude do PT
Levante Popular da Juventude
MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento JUNTOS!
MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MTST- Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Nação Hip Hop Brasil
Sindicato dos Professores de Campinas (Sinpro)
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
UBM- União Brasileira de Mulheres
UJS- União da Juventude Socialista
UNE- União Nacional dos Estudantes
Uneafro-Brasil
Portal Vermelho

*Para aderir ao manifesto, envie o nome da sua entidade para contato@baraodeitarare.org.br

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Fonte:http://cut.org.br/noticias/50-anos-da-tv-globo-vamos-descomemorar-8fd6/

23.02.2015

Do portal da UNIVERSIDADE PAULISTA “JÚLIO MESQUITA FILHO”

Por Carolina Silva Pedroso*

Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, Venezuela

Em uma época marcada pela instantaneidade de informações, diante da enorme profusão de dados propiciada pelas redes sociais, a notícia da prisão do prefeito de Caracas se insere: minutos antes de ser detido, Antonio Ledezma utilizou sua conta no Twitter para descrever a truculência com que foi levado de seu gabinete. Foi também nesta rede social que uma série de imagens de pessoas feridas nos protestos contra o governo de Nicolás Maduro, que em fevereiro de 2015 completaram um ano, foi divulgada, muito embora tenha se comprovado que a maioria delas fosse de outros países e situações. 

Em meio a tanto estardalhaço, fica difícil compreender a complexidade da realidade venezuelana. De 2014 para cá, a situação socio-econômica do país tem se deteriorado por conta da escassez de produtos básicos, da alta inflação e da sobrevalorização cambial. Em um contexto de extrema polarização política e agravamento da crise econômica, é difícil apontar mocinhos e vilões, já que as duas principais forças políticas são cúmplices e vítimas neste quadro. Por um lado, Maduro tem tido dificuldades em consolidar-se como liderança dentro e fora do chavismo, além de não conseguir dar respostas eficazes aos problemas imediatos: evasão de divisas, contrabando de gasolina, falta de produtos básicos de consumo, elevação dos preços, violência urbana, entre outros. Por outro, parte da oposição aposta na estratégia de desestabilização, através de boicotes econômicos, como a estocagem ilegal de produtos de primeira necessidade, e atos violentos visando a renúncia do presidente.

Do ponto de vista internacional, a queda do preço do barril de petróleo surge como mais um desafio a ser superado, uma vez que a renda estatal venezuelana está alicerçada nos ganhos obtidos com a exportação deste produto. Em abril de 2002, em um golpe de Estado orquestrado pelos canais privados de televisão, em conjunto com sindicatos patronais, alguns militares e o alto clero da Igreja Católica, com apoio dos Estados Unidos, Hugo Chávez foi retirado do poder.

A ruptura democrática foi saudada com entusiasmo pelos meios de comunicação que sistematicamente publicam notícias negativas sobre a Venezuela, assim como pela Casa Branca. O retorno do líder bolivariano ao palácio de Miraflores, no entanto, de seu em decorrência da grande mobilização popular que tal ato inconstitucional suscitou, fazendo com que os militares leais ao governo agissem para fazer cumprir a Carta Magna.

Diferentemente do contexto de treze anos atrás, Maduro não possui o mesmo apoio da população, sobretudo porque a base eleitoral do chavismo também tem sido castigada pelas dificuldades econômicas, embora o aparato estatal ainda esteja voltado para sua proteção social.

O resultado apertado das eleições presidenciais que disputou com Henrique Capriles e as movimentações de fevereiro de 2014 demonstram que a possibilidade de a oposição chegar ao poder – tanto pela via eleitoral como por um golpe – são cada vez mais palpáveis. Trabalhando com a segunda hipótese, investigações do Serviço de Inteligência Nacional (Sebin) indicaram que Antonio Ledezma estaria participando de um plano golpista, em que o assassinato de Leopoldo López serviria de estopim para o fim da revolução bolivariana.

Ledezma é um político de 60 anos, que esteve diretamente envolvido em uma das maiores ações de violência da história da Venezuela: o Caracazo. Em 1989, o anúncio do aumento do preço da gasolina, que teve impacto direto nas tarifas de transporte público, levou uma multidão às ruas para protestar contra o presidente Carlos Andrés Pérez. Ledezma, no mesmo mês dos protestos, foi nomeado governador do então Distrito Federal e, sob o seu comando, a polícia metropolitana assassinou milhares de pessoas. Durante sua gestão também ocorreram prisões sistemáticas de estudantes, desempregados, moradores de ruas e idosos que reivindicavam suas pensões. Portanto, não seria de todo estranho seu envolvimento em algum plano de ruptura da ordem democrática.

Ainda não foram divulgados maiores detalhes que possam confirmar a existência deste plano, porém com o histórico de desestabilização do chavismo, o atual presidente e sua cúpula carregam um trauma, cuja repetição querem evitar a todo custo. Aos olhos dos que desconhecem as ações da National Endowment for Democracy, agência estadunidense que financia grupos de oposição a governos considerados “pouco democráticos”, pode soar paranoica e autoritária a denúncia feita contra o prefeito de Caracas, que será interpelado judicialmente. Por isso, é preciso olhar no retrovisor da história para verificar que planos deste tipo ocorreram e ainda ocorrem na América Latina. Por sua vez, a radicalização adotada pelo governo de Maduro alimenta ainda mais o ímpeto golpista, fazendo com que haja uma escalada de tensões, o que na pior das hipóteses, aproxima o país de uma guerra civil.

Em suma, na Venezuela hoje estão em disputa dois projetos de sociedade antagônicos: o chavismo e o anti-chavismo. O primeiro conquistou avanços sociais inéditos e inaugurou um ciclo de democracia participativa no continente (fatores que explicam seus sucessivos êxitos eleitorais), mas que nos últimos três anos tem demonstrado não ser mais sustentável sem reformas mais profundas na estrutura produtiva, a fim de mitigar a dependência econômica do petróleo. O segundo está baseado na antítese do primeiro e ainda carece de um projeto que não soe às classes mais baixas como um retrocesso ou a perda de direitos e conquistas que ainda lhe são caros. Neste jogo de soma zero, a negociação tem sido preterida pelos dois lados em nome da defesa intransigente de um projeto. Quem viveu em tempos de Guerra Fria, em que não havia opções a não ser “amigo” ou “inimigo”, já sabe que o resultado não pode ser bom.

*Carolina Silva Pedroso é mestra e doutoranda em Relações Internacionais do Programa San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC-SP), especialista em Venezuela e pesquisadora do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da UNESP.

Este artigo foi publicado originalmente no Estadão Noite de 20 de fevereiro de 2015.

Assessoria de Comunicação e Imprensa

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Fonte:http://www.unesp.br/portal#!/noticia/16787/como-entender-o-que-acontece-na-venezuela-de-nicolas-maduro/

04.02.2015
Do portal BRASIL247

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Parecer capenga de Ives Gandra Martins, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff por omissão no caso Petrobras, foi pedido pelo advogado José Oliveira Costa, que atua no Instituto FHC; embora o ex-presidente negue sua a atuação golpista, em artigo publicado neste fim de semana, ele escreveu, com todas as letras, que o Judiciário deve fazer, hoje, o trabalho que antes cabia aos golpes militares; com adesão ao golpismo, FHC brinca com a democracia e mancha sua própria biografia; um parecer de Ives Gandra custa mais de R$ 100 mil

247 – O parecer elaborado pelo advogado Ives Gandra da Silva Martins que defende a hipótese de impeachment de Dilma Rousseff foi encomendado por um advogado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que faz parte do conselho do Instituto FHC.

José de Oliveira Costa nega que o documento tenha caráter político: “Não tenho ligação nenhuma com o PSDB. Nem sei onde fica o diretório.”

No parecer, Ives Gandra afirma que, os crimes culposos de imperícia, omissão e negligência estão caracterizados na conduta de Dilma, tanto quando foi presidente do Conselho da Petrobras, quanto agora como presidente da República.

Segundo ele, o documento é “absolutamente técnico”. ‘Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira’.

Questionado, FHC afirmou que, “neste momento”, o impeachment “não é uma matéria de interesse político”.

No entanto, em artigo publicado neste fim de semana, FHC explicitou suas intenções. Disse que o trabalho que antes era feito pelos militares, para remover governos, hoje cabe ao Poder Judiciário. No texto, FHC defendeu a punição aos mais altos hierarcas do País (leia aqui).

Com sua adesão ao golpismo, FHC brinca com a democracia e mancha sua própria biografia.

Leia aqui reportagem de Mario Cesar Carvalho sobre a encomenda do parecer de Ives Gandra.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/168898/Golpismo-tucano-advogado-de-FHC-pediu-parecer-do-impeachment.htm).

Com sua adesão ao golpismo, FHC brinca com a democracia e mancha sua própria biografia.

Leia aqui reportagem de Mario Cesar Carvalho sobre a encomenda do parecer de Ives Gandra.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/168898/Golpismo-tucano-advogado-de-FHC-pediu-parecer-do-impeachment.htm

03.02.2015

Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/168800/Parecer-de-Gandra-passa-verniz-em-golpismo.htm